caso não esteja visualizando clique aqui

Boletim 40
5 de abril de 2006
 


Nesta edição, um pouco dos resultados da COP 8 para a RMA. A Rede teve uma atuação destacada no evento. Na reunião da coordenação nacional, em Curitiba, várias decisões importantes foram tomadas. Confira algumas delas aqui no boletim.

Plano de Monitoramento e Controle da Mata Atlântica, situação do Projeto de Lei da Mata Atlântica, ações de entidades em diversos Estados, criação de mais uma Unidade de Conservação no Paraná estão entre os principais destaques.

E não esqueça de se cadastrar diretamente no website da RMA ( www.rma.org.br ) para receber os futuros boletins. Estamos em fase de mudança de sistema e a sua colaboração é fundamental para a distribuição de informações.

 

Destaques desta edição

PL da Mata Atlântica em hora decisiva

RMA realizará eleição para suplente da coordenação

Semana da Mata Atlântica será em Ilhéus

Rede recebe propostas para novas filiações

Captação de recursos apresenta resultados

Borboletas da RMA fazem sucesso na COP8

Plano de Controle da Mata Atlântica
é lançado durante COP8


Refúgio de Vida Silvestre é criado no Paraná

 

 


 

 

 


 
 

:: RMA

RMA promove campanha virtual pelo PL Mata Atlântica

Depois de 14 anos de mobilização, o Projeto de Lei da Mata Atlântica está na pauta e espera-se que seja votado o quanto antes. Representantes do Ministério do Meio Ambiente, juntamente com a Ministra Marina Silva estiveram ontem (4 de abril) na Câmara dos Deputados no lançamento da Comissão Nacional do Cerrado Sustentável e aproveitaram a oportunidade para solicitar, mais uma vez, o apoio dos parlamentares para a votação imediata do PL da Mata Atlântica.

A expectativa é que a votação aconteça logo, no máximo semana que vem. Mas todos podem ajudar neste processo, participando da campanha on line da RMA. De uma vez só, você envia mensagens para todos os deputados, líderes de bancada e para o presidente da Câmara Aldo Rebelo.

Acesse o link: http://www.apremavi.com.br/rmaplma

RMA fará eleição para suplência da coordenação

Uma das definições da reunião de coordenação nacional da RMA, é a de realizar a eleição para suplente da região Sudeste. Janete Abraão, do Roda Viva, Rio de Janeiro, ocupa agora a vaga de coordenador de Pedro Aranha. Pedrão, como é conhecido, representava “Os Verdes”, também do Rio. Como a entidade deixou de assumir representações, a vaga deve ser preenchida.

Os candidatos devem ser membros de entidades filiadas, em dia com obrigações estatutárias, dos Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro. Terão direito a voto as organizações desses Estados.

A eleição será feita por e-mail. A coordenação será da assessora institucional Ana Carolina Lamy. Até o dia 15 de abril, as entidades interessadas devem se manifestar, enviando mensagens para o e-mail carol.rma@terra.com.br . Depois disso, será enviada uma cédula de votação eletrônica para os filiados da região Sudeste. O resultado deverá ser anunciado no final de abril.

GT Unidades de Conservação define ações prioritárias

A construção do Plano do Grupo Temático de Unidades de Conservação da RMA contou com a participação de 14 integrantes de diversas entidades filiadas durante sua segunda oficina realizada nos dias 28 e 29 de março em Curitiba. Foram definidas seis ações prioritárias entre elas, a adesão a campanhas, a participação do GT em eventos nacionais, a realização de seminários e oficinas. Mais quatro linhas de ação envolvem o dia a dia do GT.

Conforme a coordenadora do Grupo, Andréa Carestiato, todas essas ações devem representar produtos dentro das designações estabelecidas pelo Plano Estratégico 2004-07 da RMA, a exemplo do evento de 2005 em Fortaleza; Outro campo de atividades apresenta um caráter mais conceitual como o exercício amplo, multi-temático e permanente das listas de discussão acrescido por atividades do futuro portal da RMA.

O campo político de atuação do GT deverá ser ampliada, com possibilidades de aumento da capilaridade do GT no âmbito da RMA, além de outras redes e fóruns.

O GT também realizará uma ação conjunta com o GT de Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal neste ano em parceria com a Confederação Nacional de RPPNs.

RMA participa de Congresso de Educação Ambiental

A RMA terá um estande no V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental, em Joinville, Santa Catarina. A Rede estará sendo representada pela sua assessora institucional, Ana Carolina Lamy. Serão distribuídos folhetos sobre a Rede e a recém lançada Revista Rede pela Mata.

O debate de hoje, 5 de abril, é sobre o papel da mídia na educação ambiental. A falta de informações sobre meio ambiente e educação ambiental figura como uma das principais preocupações de pessoas ligadas à área, segundo pesquisa divulgada recentemente pelo Ministério do Meio Ambiente e o Instituto de Estudos da Religião (ISER).

Durante o congresso, nos dias 6 e 7, um grupo de trabalho desenvolverá atividades relacionadas à Educação Ambiental e Comunicação. O objetivo é mapear, analisar e discutir as ações de comunicação associadas à educação ambiental, e apoiar a elaboração e implementação de políticas públicas de educomunicação ambiental, no âmbito dos países iberoamericanos.

Durante o evento, serão lançados também o Sistema Brasileiro de Informação sobre Educação Ambiental (SIBEA) e o EA.NET - Canal de Educação Ambiental pela Internet. O objetivo é reunir produções audiovisuais de todo o país num Canal de Rádio e TV na internet (www.canal-ea.net), cujo foco seja Educação Ambiental. Mais do que um espaço de disseminação de informação, um canal que ajude a provocar reflexão e mobilização.

 

:: RMA na COP-8

Semana da Mata Atlântica será em Ilhéus, BA

A próxima Semana da Mata Atlântica, promovida pela RMA será em Ilhéus, no Sul da Bahia. A decisão foi tomada na reunião da coordenação nacional. No evento, será realizado o X Encontro Nacional da Rede de ONGs da Mata Atlântica. Cada Estado terá o direito de levar dois representantes de entidades para participar. Mas antes disso, deverão ser realizados encontros regionais para escolha dos representantes.

Rede está aberta para novos filiados

Na assembléia geral da Rede serão apreciadas as novas filiações de entidades. Para fazer parte da Rede, a entidade deve ser: pessoa jurídica, sem fins lucrativos; ter um ano de existência legal; atuar em defesa da Mata Atlântica; divulgar informações referentes à sua atuação, de modo a viabilizar o intercâmbio pretendido pela Rede e contribuir com uma taxa mínima para subsidiar despesas de operação.
Saiba aqui os documentos exigidos para filiação:

Os pedidos de filiação devem ser encaminhados à Secretaria Executiva (SCLN 210, bloco C, salas 207/208 CEP 70.862-530 – Brasília, DF) através do preenchimento e envio de uma ficha de filiação e do envio de:

- cópias do registro do CNPJ;
- da ata de fundação;
- ata de eleição da atual diretoria;
- estatuto da entidade.

É recomendável também enviar qualquer material que ilustre o trabalho desenvolvido, para melhor caracterização. De posse destes documentos, o pedido de filiação será submetido à apreciação da Assembléia Geral da Rede, que se reúne anualmente durante o Encontro Nacional. Apenas a Assembléia tem competência para aprovar as novas filiações.

Informações: bruno.rma@terra.com.br e carol.rma@terra.com.br

Captação de recursos apresenta resultados

As bases e os primeiros resultados do Plano de Captação de Recursos da RMA foi apresentados na reunião da Coordenação Nacional, realizada nos dias 26 e 27 de março.

A RMA contratou, no final do ano passado, o coordenador Armin Deitenbach para cuidar da captação de recursos. Todas as áreas da Rede estão envolvidas no processo desde as Coordenações Geral e Institucional até a Secretaria Executiva, incluindo as áreas de Comunicação e de Finanças.

Foram definidas as principais necessidades e aprovado uma espécie de código de ética para obtenção de recursos. A RMA pretende excluir instituições e/ou patrocínios que possam trazer algum prejuízo à imagem da RMA ou que tenham objetivos ou atividades que contrariam os objetivos da Rede. A própria Coordenação Nacional assume a função do Conselho de Ética que aprova parcerias, analisando caso a caso.

No final de 2005 foram iniciados as atividades de captação, sendo que já foram conseguidos recursos para aquisição de equipamentos e para a edição e impressão da nova revista da RMA - Rede pela Mata. Além disso, também foi possível montar o estande da RMA na COP 8 através de parcerias com empresas e ONGs. Segundo Armin, há boas perspectivas para novas captações que já se encontram em negociação.

RMA forma seu conselho editorial

A Assessoria de Comunicação da RMA contará com o apoio de um conselho editorial. A decisão foi tomada durante a reunião da coordenação. O grupo pretende realizar um levantamento das previsões de publicação, quais são os recursos disponíveis e a forma de funcionamento de outros conselhos para usar como referência para o da RMA. Integram o grupo um representante de cada região com ocorrência da Mata Atlântica.

Fazem parte do conselho: Káthia Monteiro, do Núcleo Amigos da Terra (NAT/Brasil), pela região Sul, Elizete Siqueira, do Instituto de Pesquisas da Mata Atlântica (Ipema), pela região Sudeste, Renato Cunha, do Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá), pelo Nordeste. Ainda integram a equipe o jornalista Alisson Ishi, do Ecologia e Ação (Ecoa), a assessora de comunicação da RMA, Sílvia Marcuzzo e a coordenadora geral da RMA, Miriam Prochnow.

Borboletas da RMA fazem sucesso

Manifestação no centro de Curitiba, lançamento de livro, revista, estande, adesivos, brindes... A RMA literalmente “borboleteou” pela 8ª Conferência das Partes da Convenção da Biodiversidade Todos os eventos promovidos pela RMA foram um sucesso. Foram duas semanas de intensa atividade com inúmeras articulações. Além da programação aberta ao público, a RMA teve reunião do Conselho da Coordenação, de dois Grupos Temáticos, para Captação de Recursos, além de encontros com diversas entidades e governos para tratar de distintos problemas socioambientais.

“Em certos dias foram mais de 18 horas de reuniões,” aponta o coordenador institucional da RMA, Kláudio Cóffani Nunes. Em plena COP 8, ele viajou para Brasília para tratar de mais um capítulo da “novela” do Projeto de Lei da Mata Atlântica, que nos últimos tempos tem tido cenas armadas pela oposição, pela da bancada ruralista e com forte liderança do PFL.

A manifestação pela biodiversidade brasileira reuniu ambientalistas de diversos biomas. A turma dos voluntários da Fundação SOS Mata Atlântica realizou várias performances, além de animar a galera com a batucada. Mas o destaque foi a dança da araucária, encabeçada pelos estudantes de biologia de universidades de Curitiba e Ponta Grossa, e ativistas do Pró Araucária, Fundação SOS Mata Atlântica, do Movimento Pró-Parque de Ponta Grossa, do Grupo Viva a Floresta, da Organização Vale Verde, do Instituto Baleia Franca. Os “borboletões” da RMA fizeram grande sucesso. A logomarca da Rede foi literalmente vestida pelos coordenadores e funcionários.

O debate sobre a situação e tendências do bioma Mata Atlântica foi bastante prestigiado, tanto pelo público que lotou a sala, quanto pelas autoridades, entre elas o diretor de Fiscalização do Ibama, Flávio Montiel, e o diretor de Áreas Protegidas do MMA, Maurício Mercadante.

O lançamento do livro Mata Atlântica – Uma Rede pela Floresta também foi concorrido. O presidente do Ibama, Marcus Barros, marcou presença. E a coordenadora geral da RMA Miriam Prochnow aproveitou para perguntar quando tomariam posse os responsáveis pelas novas UCs criadas em Santa Catarina. A revista Rede pela Mata também teve ótima receptividade e a RMA foi convidada para fazer seu lançamento no espaço Araucária, do Ibama/PR.

O estande da Rede teve grande interação com o público, atendendo centenas de pessoas diariamente. As mesas, bancos, cadeiras e paredes feitas com material reciclado chamaram a atenção. E as entidades que expuseram produtos, como livros, revistas e camisetas tiveram um bom retorno. Só a Associação Mico-Leão-Dourado vendeu 20 camisetas. “Além do dinheiro arrecadado, conseguimos divulgar o trabalho da instituição”, conclui Rosan Fernandes, da Mico-Leão.

“Parabenizo a toda equipe da Secretaria Executiva pela organização das atividades na COP 8. F oi extremamente profissional, coesa, dedicada e eficiente em lidar com a variedade de serviços”, declara o coordenador institucional da RMA.

:: Confira as fotos das atividades da RMA na COP8

 

:: COP - 8

Conferência avança em interesses brasileiros

A 8ª Conferência da Partes (COP-8) da Convenção sobre Diversidades Biológica (CDB) terminou no dia 31, com uma série de avanços em temas considerados relevantes para o Brasil. O primeiro deles é a construção do regime internacional de acesso e repartição de benefícios. Os delegados decidiram, em Curitiba, adotar o texto apresentado pelo grupo de trabalho permanente sobre o tema na cidade espanhola de Granada, em fevereiro passado, como parte das negociações. E estabeleceram o ano de 2010 como "teto" para conclusão dos trabalhos.

Para continuar as negociações, foram estabelecidos dois presidentes para o GT, um de um país em desenvolvimento e outro de país desenvolvido. Também ficou decidido que serão realizadas duas reuniões antes da COP-9. Será criado, ainda, um grupo composto de 25 especialistas e sete observadores para elaborar opções para certificados de origem e procedência legal relacionados aos recursos genéticos e aos conhecimentos tradicionais associados. A idéia é que esse certificado seja emitido pelo país de origem e garanta o respeito às leis nacionais.

Os países foram convidados a aumentar o número de representantes de comunidades indígenas e locais em suas delegações oficiais, e a encontrar fórmulas de efetiva participação desses povos nas decisões da CDB. Os delegados decidiram criar um Fundo Voluntário para garantir essa participação, não apenas na construção do regime, mas em todas as discussões relacionadas ao conhecimento tradicional.

Nesse item, foram definidas diretrizes para orientar o desenvolvimento de um sistema sui generis de proteção ao conhecimento tradicional, bem como linhas para um código de conduta, que assegure o respeito à herança cultural e intelectual desses povos.

Na área de biodiversidade agrícola, o principal ponto positivo foi a manutenção da moratória imposta às sementes com Tecnologias Genéticas de Restrição de Uso (GURTS), também conhecidas como "terminators" ou estéreis. Os delegados decidiram que prevalece o texto original da CDB, que baniu experimentos em campo e comercialização desses produtos. Eles optaram por promover e disseminar pesquisas sobre o impacto das sementes e reafirmaram a decisão de respeitar o conhecimento e as práticas tradicionais dos agricultores. Também merece destaque a criação de uma iniciativa que norteará os países na implementação de ações transversais ligadas à biodiversidade, alimentação e nutrição.

Na COP-8, pela primeira vez, foi feito um esforço para engajar o setor privado na implementação da Convenção. O Brasil, por meio do Ministério do Meio Ambiente e do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CBEDS), liderou essa iniciativa, em parceria com o Reino Unido e com a União Mundial para Conservação da Natureza (IUCN). A iniciativa foi referendada e o setor conclamado a alinhar suas políticas e práticas aos objetivos e metas da CDB.

Fonte: Ascom MMA

FBOMS faz balanço da COP 8

O Fórum Global da Sociedade Civil- Bem-Vindo ao Mundo Real teve uma programação concorrida durante a MOP 3 do Protocolo de Cartagena e COP 8 da Convenção da Diversidade Biológica (CDB). SegundoTemístocles Marcelos, secretário executivo do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS), tanto a MOP3 quanto a COP8 trouxeram decisões importantes para a discussão dos produtos transgênicos. "Os setores do agronegócio não conseguiram lograr êxito nas suas pretensões e nós, dos movimentos sociais e das ONGs conseguimos manter um canal de diálogo com o Ministro Figueiredo, do Ministério das Relações Exteriores, e com a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente", avalia.

Já Renato Cunha, coordenador da Rede de ONGs da Mata Atlântica e do FBOMS, manifesta sua
preocupação com a possibilidade de se transformar a biodiversidade em commodity, ou produto, onde o patrimônio genético brasileiro passe a ser uma mera mercadoria. "Não saiu nada que prevê recursos ou fundos para a proteção desta biodiversidade", questiona. Renato elogiou a distribuição de material educativo realizada pelo Ministério do Meio Ambiente e a proteção dos biomas
nacionais, com a criação, nesta COP, de um projeto de proteção ao Pampa.

Maria do Socorro Gonçalves, secretária executiva da Associação Alternativa
Terrazul, filiada do FBOMS e da RMA, destacou a participação da sociedade civil nas
atividades paralelas e nas diversas manifestações realizadas no Expo Trade, em
Pinhais, e no centro da cidade, em Curitiba. "Do ponto de vista da pressão
junto aos negociadores e da compreensão dos temas, é importante este tipo de
participação porque agrega valor a nossa luta e torna as lideranças mais
qualificadas", enfatiza. Para Socorro, o MMA só conseguiu se contrapor à
posição do Ministério da Agricultura, graças à pressão dos Movimentos Sociais.

Números do Fórum Global da Sociedade Civil

Durante 18 dias, mais de 40 eventos foram realizados entre debates, painéis,
manifestações, reuniões e seminários; Mais de 150 palestrantes e cerca de seis mil participantes prestigiaram a programação paralela. O uso da água e temas como transgênicos, tecnologia Terminator e repartição de beneficios dominaram os debates durante estes dias de MOP e COP em Curitiba. A Alemanha será a anfitriã da MOP 4, no próximo ano, e também sediará a COP 9 daqui a dois anos.

Fonte: Daniele Sallaberry e Zacharias Bezerra de Oliveira
Assessoria de Comunicação FBOMS/Fórum Global da Sociedade Civil

 

:: ONGs em ação

Práticas ambientais serão premiadas em Congresso Nordestino

As inscrições para o Prêmio Melhores Práticas Ambientais no Nordeste, que será entregue no XI Congresso Nordestino de Ecologia, acabam no dia 10 de abril. São quatro categorias (Empresas, Instituições de Ensino ou Pesquisa, Instituições Governamentais e Organizações da Sociedade Civil), com três prêmios para cada.

Os trabalhos vencedores também serão divulgados na publicação "Melhores Práticas Ambientais no Nordeste", com lançamento previsto para o dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente.

Cada concorrente pode inscrever até três trabalhos desenvolvidos em benefício do meio ambiente, sendo possível a premiação de apenas um trabalho por instituição.

As inscrições são gratuitas e as fichas devem ser entregues na sede da Sociedade Nordestina de Ecologia ou enviadas por correio.

:: Informações

www.sne.org.br
premio@sne.org.br

Mini-cursos movimentam Congresso de Ecologia

Recife será sede, entre os dias 10 e 14 de maio, do XI Congresso Nordestino de Ecologia. Os mini-cursos são destaques do evento. Serão seis diferentes temas abordados nos cursos, que oferecem aos congressistas a oportunidade de se capacitar e aprender ainda mais sobre assuntos de destaque na área de Meio Ambiente.

A inscrição para cada um dos mini-cursos custa R$ 30 reais e as vagas são limitadas. Só podem participar das aulas oferecidas os profissionais e estudantes inscritos no congresso.

:: Inscrições

www.sne.org.br

Gambá comemora decisão de justiça baiana

A Justiça baiana concedeu liminar suspendendo o licenciamento ambiental do projeto de carcinicultura da COOPEX em Caravelas, no Sul da Bahia. Para Renato Cunha, do Gambá, esta é uma grande notícia para que na região, ao invés de ser implantado um projeto insustentável do ponto de vista social e ambiental, seja criada uma Reserva Extrativista, que beneficiará a comunidade e os ecossistemas da região. Mas ele reitera: “a luta continua para viabilizarmos a Resex e cancelarmos definitivamente o projeto da Coopex”.

Sociedade civil não participa de Conselho do FNMA

A Sociedade Civil representada no Conselho Diretor (CD) do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) tomou a decisão de não dar quórum para as reuniões do FNMA até que sejam atendidas as suas reivindicações de tratamento digno das demandas das ONGs. Conforme Luiz Mourão, do Instituto para o Desenvolvimento Ambiental (IDA), desde outubro passado, quando tomou posse a presente representação das Ongs  (cinco titulares e cinco suplentes, sempre de comum acordo) têm sido feitas gestões para que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) tome providências e explique  as razões pelas quais coloca tantos obstáculos em relação à participação das ONGs nos projetos financiados pelo FNMA.

A própria lei de criação do Fundo destina à consecução da Política Nacional do Meio Ambiente através de órgãos públicos e de entidades privadas sem fins lucrativos. Mourão pede ainda que outras ONGs do Conselho Nacional de Entidade Ambientais (CNEA), do FBOMS e de outras redes, principalmente as que são representantes no CONAMA e em outros conselhos, que divulguem o posicionamento.

CARTA ABERTA AO MMA


Em 2005, foram aprovadas pelo Conselho Deliberativo do Fundo Nacional do Meio Ambiente, de acordo com Relatório de Gestão elaborado para o TCU, três importantes deliberações:


1.  Resolução de composição do GT jurídico;

2.  Requerimento referente à solicitação de esclarecimentos ao MMA,
acerca dos procedimentos adotados para contratação de recursos perante ao
BID, no denominado BID Fase III, destinado ao apoio à demanda espontânea; e

3.  Requerimento referente à solicitação de esclarecimentos ao MMA,
acerca das injustas e irracionais exigências feitas para a celebração de
convênio com a sociedade civil.

Até o momento nenhuma delas teve qualquer tipo de encaminhamento. Ainda em 2005 foi firmado um acordo, registrado em Ata na 44ª Reunião Ordinária, pelo qual o FNMA colocaria sempre em votação projetos da demanda espontânea existentes em carteira, em todas as reuniões do Conselho Deliberativo, quer fossem ordinária ou extraordinária.

Por fim, também em 2005, foram realizadas diversas tentativas de estabelecimento de um calendário de reuniões e suas respectivas pautas, todas descumpridas pelo FNMA. Somente como exemplo, tínhamos agendado reunião do marco legal e planejamento em janeiro ou fevereiro; chegamos, inclusive, a oferecer nomes externos ao FNMA para participação dessa
reunião, que não houve.

Assumindo que não poderemos repetir o erro que cometemos ao aprovar “ad referendum” de uma comissão minoritária do CD, o edital do Pronaf Florestal da Amazônia, sob a justificativa de que o mesmo já vinha com 2 anos de atraso e tinha, para não perder recursos, que ser aprovado ainda em 2005 (todos sabem que o edital foi efetivamente lançado somente recentemente), os representantes, titulares e suplentes, da sociedade civil das cinco regiões, acreditam que:

1. Não há clima institucional condizente para realização da 46ª Reunião
Ordinária marcada para 07 de abril próximo; e que

2. Não haverá clima institucional condizente para realização de qualquer
tipo de reunião sem que as demandas descritas acima sejam solucionadas.

Reforçamos nossa disposição, já várias vezes demonstrada, de aperfeiçoar os procedimentos do FNMA no sentido de procurar colocá-lo, com transparência, em maior contato com a sociedade civil, valorizando seu papel crucial de instrumento voltado ao controle social por meio da gestão participativa que visa, dentre outras coisas, à satisfação das demandas criativas que brotam da espontaneidade popular e da proximidade com os problemas sociais, na maioria das vezes distantes de Brasília.

 

:: Políticas Públicas

Refúgio de Vida Silvestre é criado no Paraná

Saiu no Diário Oficial da União, do dia 3 de abril, a criação do Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas, no Estado do Paraná. A Unidade de Conservação fica nos municípios de Palmas e General Carneiro e compreende uma área de 16.582 hectares. Visa proteger ambientes naturais necessários à existência ou reprodução da flora e fauna residente ou migratória, especialmente os remanescentes de estepe gramíneo-lenhosa de Floresta Ombrófila Mista, as áreas de campos úmidos e várzeas, diz a publicação. A área também terá objetivo de realizar pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades controladas de educação ambiental e turismo.

Esta é a quarta UC a ser criada no Paraná neste ano. Conforme a programação da Força Tarefa para criação das áreas de proteção com araucária, só falta criar o Refúgio de Vida Silvestre do Rio Tibagi.

:: Saiba mais sobre o refúgio

Plano de Controle da Mata Atlântica é lançado em clima de festa

No dia 30, na 8ª Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica (COP 8)foi lançado o Plano de Monitoramento e Controle da Mata Atlântica. O evento contou com as presenças, na mesa, da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva; do presidente do Ibama, Marcus Barros; do diretor de Biodiversidade e Florestas do MMA, João Paulo Capobianco, e da coordenadora da Rede de ONGs da Mata Atlântica, Káthia Vasconcelos Monteiro. Depois da exposição do plano, todos falaram com otimismo sobre o Plano, que pretende não apenas estancar os desmatamentos, mas também recuperar a vegetação.

:: Saiba mais

 

 

:: Topo ::

 

Criada em 11/06/92 na ECO 92, a Rede de ONGs da Mata Atlântica tem como objetivo o intercâmbio de informações e a articulação entre as entidades que atuam em defesa da Mata Atlântica.
O boletim Últimas da Mata Atlântica é o veículo de comunicação da RMA.

Coordenação eleita na última assembléia: Titulares: Apremavi/SC, Apromac/PR, Associação Serras Úmidas/CE, Gambá/BA, Mopec/SE, NAT/RS, Os Verdes/RJ, Vidágua/SP, Proter/SP

Suplentes: Assecan/RS, Cepedes/BA, Ecoa/MS, Gescq/PE, Ipema/ES, ISMECN/MG, Roda Viva/RJ, STV/RN, Terra Mater/PR

Secretaria Executiva:
SCLN 210, bloco C, salas 207/208 CEP: 70862-530 Brasília - tel.:61-349-9162
e-mail: bruno.rma@terra.com.br ; eliana.rma@terra.com.br;
carlos.rma@terra.com.br
carol.rma@terra.com.br

Jornalista Responsável: Sílvia Franz Marcuzzo Reg.Prof. 7551 MTb/RS
silvia.rma@terra.com.br tel.: 61. 32017017
Estagiária de jornalismo: Alice Watson

 


*Os textos deste boletim podem ser utilizados, desde que citada a fonte.

clique aqui e acesse nosso site