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Boletim 37
22 de fevereiro de 2006

Movimentos agrários discutem biodiversidade

Representantes das organizações que formam a Via Campesina, corrente internacional de movimentos sociais agrários apresentaram, recentemente, ao governador do Paraná, Roberto Requião, uma programação paralela à Conferência das Partes da Convenção Mundial sobre Biodiversidade (COP-8), que será realizada pela Organização das Nações Unidas, em Curitiba, no mês de março. O objetivo é aproveitar a reunião de ministros do Meio Ambiente e outros representantes de 110 países para debater os riscos que envolvem o cultivo das sementes geneticamente modificadas e expor a posição destes movimentos sociais sobre a segurança alimentar e a soberania na produção de alimentos.

“Os participantes da Via Campesina vieram comunicar que querem participar, pacificamente do encontro, que deve discutir a biodiversidade e os problemas da agricultura no mundo. Nós apoiaremos a participação na medida das nossas possibilidades e no limite da legalidade para este apoio. Curitiba vai ter uma conferência que vai ser marcante na história desses encontros pela sua participação popular”, afirmou o governador. Os movimentos sociais relacionados com a agricultura devem trazer de 8 mil a 10 mil participantes.

Segundo o coordenador estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), Roberto Baggio, a defesa da soberania alimentar será principal ponto do evento paralelo. Os movimentos sociais devem apresentar entre os dias 13 e 31 de março suas posições contra ameaça das empresas multinacionais que detêm a propriedade intelectual sobre as sementes transgênicas.

“Estamos programando um conjunto de atividades paralelas para propor um modelo alternativo de agricultura sem transgênico, sem agrotóxico e com soberania sobre as sementes. Teremos ainda uma seqüência de debates específicos – como, por exemplo, a utilização da água – e um plantio de mata ciliar”, disse.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

 

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