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Boletim 35
25 de janeiro de 2006


Greenpeace acusa CTNBio de favorecer
a indústria de biotecnologia

O Greenpeace e as organizações da entidade civil ligadas à “Campanha por um Brasil Livre de Transgênicos” criticaram o favorecimento de pesquisadores ligados às empresas de biotecnologia na nova composição da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Para eles, falta transparência nas atividades da nova comissão.

Pelo menos dois membros indicados pelo ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) são ligados à indústria de comercialização de transgênicos e têm conflitos de interesse. Os ministérios do Trabalho e da Saúde, por sua vez, descumpriram o decreto de regulamentação da Lei de Biossegurança e fizeram suas indicações sem consulta a entidades da sociedade civil.

Além disso, a primeira reunião da comissão foi marcada antes mesmo de todos os membros da CTNBio terem sido escolhidos. Tanto a votação do regimento interno quanto a escolha da presidência não foram aprovadas, e uma nova votação ficou para a próxima reunião, que deve acontecer no início de fevereiro.

A CTNBio é composta por 27 membros, todos com grau de doutor. Além dos doze especialistas indicados no processo coordenado pelo MCT, nove membros são indicados diretamente por ministérios (novamente Ciência e Tecnologia e mais Agricultura, Saúde, Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento, Defesa, Relações Exteriores) e pela Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca.

Completam a nova CTNBio seis especialistas (defesa do consumidor, meio ambiente, saúde, biotecnologia, agricultura familiar e saúde do trabalhador), que deveriam ter sido indicados pelos ministérios da Justiça, Meio Ambiente, Saúde, Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Trabalho, respectivamente, a partir de lista tríplice feita por entidades da sociedade civil

Outra crítica que vem sendo feita refere-se à falta de transparência nas atividades da nova CTNBio. O decreto previa a criação de um sistema de informação on-line para consulta das atividades da comissão e o sistema não foi criado

Fonte: Greenpeace Brasil

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