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Uma pesquisa realizada por Neice Faria, médica do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), verificou a relação entre o uso de agrotóxicos com o aumento de sintomas respiratórios. Neste trabalho, ela detectou que 95% dos estabelecimentos rurais pesquisados utilizaram algum tipo de agrotóxico na produção agrícola e 12% dos trabalhadores apresentavam sintomas de asma. Segundo Eloísa Caldas, coordenadora do Laboratório de Toxicologia da Universidade de Brasília (UnB), “A grande extensão territorial, a assistência técnica deficiente no campo e o baixo nível do agricultor brasileiro limitam a fiscalização e a aplicação da legislação.” De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os agrotóxicos causam, todos os anos, 20 mil mortes em todo mundo. “O trabalhador rural que aplica o produto em excesso e/ou sem a proteção adequada pode se intoxicar agudamente, desenvolvendo principalmente problemas neurológicos (que podem levar ao óbito) ou doenças crônicas como o câncer. O consumo de alimentos altamente contaminados pode causar intoxicação aguda e desenvolvimento de doenças crônicas”, alerta Caldas. No Brasil, um dos cinco maiores consumidores de agrotóxicos do mundo, falta uma política de controle dessas substâncias químicas que podem causar danos à saúde de agricultores, que lidam diretamente com os defensivos, e da população, que corre o risco de consumir alimentos com resíduos acima do que é permitido pela legislação. O uso de produtos proibidos, como o arsênico ou os organoclorados, e entram por contrabando, é outro problema. No Brasil, um dos cinco maiores consumidores de agrotóxicos do mundo, falta uma política de controle dessas substâncias químicas que podem causar danos à saúde de agricultores, que lidam diretamente com os defensivos, e da população, que corre o risco de consumir alimentos com resíduos acima do que é permitido pela legislação. O uso de produtos proibidos, como o arsênico ou os organoclorados, e entram por contrabando, é outro problema. Para prevenir os danos ao meio ambiente causados por agrotóxicos, pesquisadores desenvolveram uma metodologia que avalia os impactos causados no solo e águas subterrâneas pelo uso dessas substâncias. O trabalho foi realizado pelo Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, em parceria com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). A equipe do CDTN elaborou um banco de dados a partir de informações sobre o solo, as culturas e os tipos de agrotóxicos utilizados, mapeados individualmente e sobrepostos com a ajuda de um software.
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