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Jennifer Gonzales, para o Valor De São Paulo Os bancos ABN Amro Real e Bradesco passaram a utilizar papel reciclado em cerca de 80% de todo seu material impresso - incluindo documentos internos, cartões de funcionários, extratos bancários e talões de cheques. "Não encaramos o papel reciclado como um modismo", diz Fernando Martins, diretor executivo de estratégias de marca e comunicação corporativa do Banco Real. "A prática veio para ficar pois acreditamos na adoção de modelos alternativos de consumo." Pioneiro no setor bancário, o Real publicou, em 2001, alguns anúncios em revistas e jornais com o novo papel em caráter experimental, mas só em 2003 passou a usá-lo em larga escala, fechando o ano com 45 toneladas, ante um gasto de 1.686 toneladas de papel branco. Em 2004, o consumo de reciclado pulou para 840 toneladas e o branco foi para 880 toneladas. Segundo Martins, o papel reciclado responde atualmente por cerca de 85% do total, mas ainda não tem disponíveis os números finais deste ano. "Os primeiros anúncios foram publicados de forma discreta porque queríamos sentir a aceitação do produto, fora que o preço do reciclado era 40% maior em relação ao papel offset. Hoje a diferença é de apenas 5%", diz Martins. A Suzano Papel e Celulose, fornecedora de papel reciclado do Real, do Bradesco e mais recentemente do BicBanco, começou a produzir em 2000 o Reciclato e introduziu-o no mercado em março de 2001. "Ficamos namorando o Real por quase dois anos até que o adotaram de forma sistemática", brinca, falando sério, Marta Vasconcellos, gerente de marketing da Suzano. :: Voltar ::
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