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Saiba mais sobre a araucáriaA araucária, também conhecida como pinheiro-brasileiro ou pinheiro-do-paraná, é uma espécie muito antiga e endêmica da Mata Atlântica. Chegou a responder por mais de 40% das árvores existentes na Floresta Ombrófila Mista ou Floresta com Araucárias, que cobria originalmente em torno de 200 mil Km² do território brasileiro, principalmente nos estados do Sul e Sudeste, em regiões de clima subtropical. Só no Paraná, cobria 40% do território, em Santa Catarina, 30%, e no Rio Grande do Sul, 25%. A intensa exploração da araucária, cuja madeira é muito apreciada pela leveza e perfeição e chegou a estar no topo da lista das exportações brasileiras nas décadas de 50 e 60, levou essa espécie – e por conseqüência seu ecossistema – à beira da extinção. Hoje, restam menos de 3% de sua área original, incluindo florestas exploradas e matas em regeneração. Menos de 1% guarda as características da floresta primitiva. No Paraná, restam apenas 0,8% de remanescentes em estágio avançado de recuperação. Em Santa Catarina, esse percentual é ainda mais baixo, 0,7%. A situação extrema da araucária reforça a necessidade de proteção e recuperação da Mata Atlântica como um todo. É esse bioma que regula o fluxo dos mananciais hídricos que abastecem as cidades e principais metrópoles brasileiras, além de assegurar a fertilidade do solo, controlar o clima, proteger as encostas das serras, além de preservar um patrimônio histórico e cultural imenso em seus domínios. Sua importância não impediu que a Mata Atlântica fosse reduzida a apenas 7% de sua cobertura original, e seus remanescentes, extremamente fragmentados. Se é um dos biomas com a maior biodiversidade do Planeta, é também um dos mais ameaçados, com quase 70% das 395 espécies em perigo de extinção da lista oficial do Ibama, além de figurar entre os cinco primeiros colocados na lista dos Hotspots mundiais, áreas de grande riqueza biológica, mas com altos índices de ameaça de extinção . Durante a Semana, além da araucária, estarão na pauta das mesas redondas, debates e reuniões temas como as estratégias de conservação e recuperação da Mata Atlântica, o que inclui a criação de UCs e corredores ecológicos, educação ambiental, criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), além de pontos importantes como a relação entre água e florestas, mapeamento, monitoramento e fiscalização desse bioma.
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