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Edição 2                                                     
17 de março de 2005

Nesta segunda edição da nova fase do Últimas da Mata Atlântica, teremos assuntos variados. Mas há um tema que chama mais atenção sobre os demais - o aumento de casos envolvendo a violência com hidrelétricas. Entretanto, este assunto é pouco encontrado na mídia.

Neste boletim, nossa obrigação é informar o leitor sob os pontos de vista que não são atrativos para os anunciantes ou para o departamento comercial de um veículo.

Nossa missão é trazer a tona o que o leitor quer saber e o que precisa saber para ser ainda mais atuante na defesa por um ambiente preservado.

 

 

Destaques desta edição:

  • RMA encontra mais problemas no EIA/Rima de Barra Grande

  • Integrantes do MAB são presos em SC e feridos em MG

  • Justiça do RS suspende decreto que terminaria com parque

  • Acompanhe as emendas do PL que cria Serviço Florestal

  • Governo lança PDA e capacita ONGs dia 18

  • Abertas inscrições para eleição de comitê do S.Francisco


    Em Balaio:

     

    Hidrelétricas

    Rede Mata Atlântica encaminha novas denúncias sobre Barra Grande ao governo.

    Além dos quase 5 mil hectares de mata nativa, omitidos no Estudo de Impacto Ambiental, há outros elementos graves que não foram incluídos no processo de licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de Barra Grande, localizada no rio Pelotas, na divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

    As denúncias, que já foram enviadas para o Ministério do Meio Ambiente, foram encaminhadas hoje, 14 de março, à Presidência da República, Casa Civil, Ministério de Minas e Energia e Ministério Público Federal, pela Rede de Organizações Não-Governamentais da Mata Atlântica (RMA).

    Os dados surgiram após a assinatura do Termo de Compromisso, entre o Ministério do Meio Ambiente, Ministério das Minas e Energia, Ministério Público Federal, Advocacia Geral da União e a BAESA, em setembro do ano passado.

    UC debaixo d’água

    Foi “descoberta” uma Unidade de Conservação municipal, em Vacaria (RS), que não constava no EIA/Rima. O local é semelhante ao estreito do Rio Uruguai já submerso pela Usina Hidrelétrica de Itá, nos anos 90, um dos belos cartões-postais perdidos na região Sul. Pela legislação ambiental, uma unidade de conservação deve ser preservada de qualquer impacto e não pode ser extinta por lei.

    Ameaça a espécies raras

    Na área descoberta, há ocorrência de espécies ameaçadas de extinção, como é o caso da Dyckia distachia Hassler, rara e endêmica, típica de corredeiras, encontrada nas margens do rio Pelotas, e que consta da Lista Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção. (Portaria IBAMA 037-N, de 03/04/1992 ). Também há ocorrência de outra espécie que vive em água corrente, que ainda não foi descrita pela ciência. Sem contar outras espécies, como ervas, cipós, epífitas e liquens

    RMA não é chamada para seminários sobre a usina

    A Rede de ONGs, que congrega mais de 250 entidades de proteção à Mata Atlântica, diz que está sendo excluída do processo de licenciamento. Foram realizados vários seminários sobre o planejamento integrado da bacia do rio Uruguai sem que a entidade tenha sido convidada.

    Outro ponto que preocupa a entidade é que a lenha e a madeira oriundas da “limpeza” da área, aumente o comércio de madeira ilegal na região, já que há um grande volume do produto circulando no mercado.

    Para a RMA, essas evidências são suficientemente fortes para que o Termo de Compromisso seja revisto e aprofundado.

    Entenda o caso:

    A usina de Barra Grande é uma das maiores hidrelétricas em construção no país. Trata-se de um paredão de concreto de 180 metros de altura, no Rio Pelotas, na Bacia do Rio Uruguai. Será formado um lago de 93,4 quilômetros quadrados, inundando áreas de Mata Atlântica nos municípios de Anita Garibaldi, Cerro Negro, Campo Belo do Sul, Capão Alto e Lages, em Santa Catarina, e Pinhal da Serra, Esmeralda, Vacaria e Bom Jesus, no Rio Grande do Sul.

    O processo de licenciamento ambiental iniciou em 1999. A Licença Prévia foi concedida pelo Ibama neste ano, quando a presidência do órgão estava a cargo de Marília Marreco.

    A concessão hidrelétrica foi outorgada em abril de 2001, quando a Usina Hidrelétrica de Barra Grande era de propriedade do Consórcio Grupo de Empresas Associadas Barra Grande (Geab). Neste ano foi dada a Licença de Instalação pelo Ibama. Na época, o instituto era presidido por Hamilton Casara. Em 2001 inicia a construção da barragem com capacidade de geração elétrica de 343 Megawatts.

    Em novembro de 2002, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a transferência da usina para a Baesa - Energética Barra Grande, cujos acionistas são as empresas Alcoa Alumínio, Barra Grande Energia, Companhia Brasileira de Alumínio, Camargo Correa Cimentos e DME Energética.

    No atual governo, o Ibama verificou que os dados do EIA/Rima não condiziam com a realidade. O estudo realizado pela Engevix omitiu a existência de mais de cinco mil hectares de florestas primárias e em estágio avançado de regeneração de um dos ecossistemas mais ameaçados do país: as matas com araucárias.

    Foi então que a Rede de ONGs da Mata Atlântica, juntamente com outras entidades, entraram com ações na Justiça para questionar o empreendimento e tentar minimizar os seus impactos.

    Em setembro do ano passado foi assinado um Termo de Compromisso pela empresa Baesa-Energética Barra Grande S.A. e por representantes do Ministério Público e dos ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia, que estão possibilitando a remoção de vegetação, necessária para o enchimento do reservatório da hidrelétrica, um dos últimos passos antes de as turbinas começarem a gerar energia.

    As graves omissões do EIA-Rima comprometeram o licenciamento e o Ibama abriu sindicância para apurar as responsabilidades. Recentemente, a Polícia Federal começou a investigar o caso, um dos maiores escândalos da história ambiental do país.

    Acesse a nova campanha de protesto contra este empreendimento: barragrande.apremavi.com
    www.apremavi.com.br/campanhabg

    Construção de hidrelétricas continua gerando tumultos

    Nesta semana, seis agricultores atingidos por barragens foram presos na região da Usina Hidrelétrica de Campos Novos, em SC. O motivo alegado pela juíza que decretou a prisão foi a possibilidade dos agricultores realizarem manifestações nesta semana, por conta do 14 de março, dia internacional de luta contra as barragens.
    Desde a ditadura militar, é a primeira vez que prisões deste tipo ocorrem no país. Militantes presos antes mesmo de fazerem qualquer coisa.
    Seguem em anexo mais detalhes sobre as prisões e relatos das famílias dos agricultores presos, sobre a forma de como foram abordados pela polícia.
    A RMA se engaja na luta do MAB. Envie cartas, mensagens, protestos, pedindo a soltura imediata desses cidadãos.
    Secretário de Segurança do Estado de SC Ronaldo Benedetti
    fax: (48) 251-1120
    Juíza Presidente Adriana Lisboa - Fórum de Campos Novos, SC
    fax: (49) 551-0407
    Corregedor Ricardo Feijó - Corregedoria Geral da República, SC
    fax: (48) 251-1003

    Mais informações:
    MAB Sul – (54) 522 1857 - MAB Nacional – (61) 242 8535 ou projetos@mabnacional.org.br / sul@mabnacional.org.br / mab@mabnacional.org.br

    Ações contra barragens mobilizam o mundo inteiro

    Em 2004, foram realizadas ações contra as barragens em pelo menos 26
    países. Neste ano, no Brasil, as atividades acontecerão durante a semana do 14 a 20 de março. As famílias atingidas estarão lutando pelos seus direitos
    fundamentais mais básicos, como comida, casa e terra para trabalhar.

    Ao contrário do que acontece nas desapropriações de terras realizadas para
    fins de reforma agrária, o governo brasileiro e a justiça são extremamente
    rápidos e eficientes para realizar desapropriações com o objetivo de
    construir barragens.

    Nesse caso, toda a força do Estado e da polícia é usada para expulsar as
    famílias atingidas de suas terras. De cada dez famílias já desalojadas,
    sete não receberam absolutamente nada. As poucas reparações distribuídas
    geralmente não são suficientes para a reconstrução da vida em outro local.

    Integrantes do MAB sofrem agressões em MG

    Na última terça-feira, 8 de março, 20 integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens foram violentamente agredidos, entre eles jovens, idosos e seis mulheres, entre elas duas grávidas pela Polícia Militar de Minas Gerais, no município de Rio Casca, no Vale do Rio Doce, há cerca de 100 km de Belo Horizonte. Tudo por que os membros do movimento protestaram contra a realização de uma audiência pública, da qual, não tinham sido avisados. Os moradores das terras que os empreendedores querem alagar não sabiam de nada.

    Foram levados para a delegacia o Padre Antonio Claret, Joaquim Bernardo, Marta Caetana, Juliana Teixeira e José Vicente. As lideranças ficaram presas até a madrugada e os feridos encaminhados ao hospital. A polícia não permitiu que os feridos fizessem laudo ou dessem queixa na delegacia local.

    A audiência pública era para a construção da Pequena Central Hidrelétrica Jurumirim, foi promovida pela Companhia Força e Luz Cataguase Leopoldina e a Fundação Estadual de Meio Ambiente. E faz parte do processo de licenciamento prévio do empreendimento. Apesar do protesto de aproximadamente 120 pessoas, a empresa responsável pela obra e a FEAM ignoraram o conflito e realizaram a audiência.

    AMAJF luta pela suspensão da Licença de Operação de Usina

    Uma comissão formada por vereadores de Juiz de Fora, membros da Associação pelo Meio Ambiente de Juiz de Fora (AMAJF), do executivo Municipal e da comunidade de Torreões e adjacências, estão solicitando a suspensão da Licença de Operação da Usina Hidrelétrica da Picada ao Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM) até que as pendências ambientais, sociais e contratuais sejam resolvidas.

    A Usina foi projetada para formar barragem no Rio do Peixe, afluente do Paraibuna e será operada pelo Grupo Votarantim. A Usina vai é gerar energia para outra empresa do Grupo, a Cia. Paraibuna de Metais. Seu enchimento estaria previsto para iniciar no dia 15 de março.

    Entre as pendências estão falta de clareza nos procedimentos de indenização dos proprietários, plano de Assistência Social, melhoria e manutenção da infra estrutura local, aplicação de 0,5% do investimento em Unidade de Conservação, conforme legislação em vigor, com plano de manejo discutido com a comunidade local e setor ambiental.

     

    Unidades de Conservação

    Justiça  gaúcha determina que Delta do Jacuí volte a ser Parque 

    Por transformar o Parque Estadual Delta do Jacuí, uma unidade de proteção integral, em Área de Proteção Ambiental (APA), categoria de unidade de conservação que permite o manejo sustentável, implicando em menor proteção da área sob o aspecto ambiental, a 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça suspendeu os efeitos do Decreto Estadual nº 43.367/04. A votação foi unânime, em julgamento realizado na tarde de 16 de março. A Unidade de Conservação é uma das mais importantes da Região Metropolitana de Porto Alegre, abriga ilhas, campos, matas e banhados às margens do Lago Guaíba e afluentes.

    "Estamos extremamente satisfeitos porque a Justiça reconheceu como legítimo o nosso pedido de suspender o decreto de criação da APA," diz Káthia Vasconcellos Monteiro, do Núcleo Amigos da Terra Brasil, membro da Coordenação da Rede de ONGs da Mata Atlântica. Ela assinou como cidadã a Ação Popular contra o ato do Vice-Governador Antonio Hohlfeldt e chefe da Casa Civil do Governo gaúcho em setembro de 2004. Cabe lembrar, que, no passado, Hohlfeldt chegou a ser membro da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan).

    Na época, o Decreto surpreendeu a comunidade ambientalista e membros do próprio governo, que estavam discutindo um projeto de lei a ser enviado à Assembléia Legislativa do Estado.

    "O DEFAP - (NR - Departamento de Florestas e Áreas Protegidas da Secretaria Estadual do Meio Ambiente) estava tratando a UC como APA, procurando discutir outros usos e este foi um dos motivos pelos quais entramos com a Ação Popular, obras foram autorizadas, a fiscalização que já era quase inexistente”, afirma Káthia.

    A militante destaca que se há vitórias deste tipo é porque se conta com uma assessoria jurídica prestada de forma voluntária, neste caso, pelos advogados Rogério Rammé e Renata Fortes.

    Abaixo Assinado para proteção de mata em Juiz de Fora

    A Associação pelo Meio Ambiente de Juiz de Fora está coletando assinaturas dos que são contrários a implantação do Condomínio Brasil na Mata do Krambeck, em Juiz de Fora, MG. A ONG garante que é a maior reserva urbana particular tropical do mundo - 370 hectares de Mata Atlântica no centro da cidade.
    Até o momento já foram coletadas mais de 10 mil assinaturas, que serão utilizadas em um possível encaminhamento judicial e na proposição popular para criação do Parque do Krambeck, garantindo assim, sua efetiva preservação. Informações www.proecologia.com.br

     


    Serviço Florestal

    Acompanhe as emendas ao PL 4776/2005

    No dia 7 de março encerrou o prazo para apresentação de emendas ao PL 4776/05, que dispõe sobre a gestão de florestas públicas para produção sustentável, institui o Serviço Florestal Brasileiro – SFB, na estrutura do Ministério do Meio Ambiente, e cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal – FNDF.

    Treze parlamentares encaminharam 111 propostas de emendas ao projeto de lei. As emendas e justificativas apontadas podem ser vistas clicando aqui.

     


    São Francisco

    22 de março inicia a década da Água

    No Dia da Água – 22 de março – será o início da década da água, conforme a ONU e também serão fortalecidas as manifestações contra a transposição em todo o vale do São Francisco.

    Eleição

    Já no dia 14 de março, abriram as inscrições de usuários e organizações civis de recursos hídricos para eleição dos novos membros do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF). A coordenação deste
    processo de renovação é organizada pela Câmara Técnica de Articulação
    Institucional do CBHSF.

    De 9 a 25 de maio serão realizadas as plenárias eleitorais. Estão em disputa, 60 vagas para titulares e outras 60 para suplentes, o que totaliza 120 postos. Das 60 cadeiras titulares, 20 estão reservadas ao poder público. O governo federal tem direto a cinco delas.
    Informações: riosaofrancisco@ufs.br / secretaria@cbhsaofrancisco.org.br www.cbhsaofrancisco.org.br


    Amda agiliza debates sobre transposição

    Foram realizadas palestras nos municípios de Sete Lagoas e Três Marias, MG, sobre o projeto de Transposição do rio São Francisco. Nos dois eventos, os auditórios estavam cheios. No primeiro, o público compôs-se basicamente por professores e estudantes. Já em Três Marias, a participação foi heterogênea. Estavam presentes pescadores, prefeito, representantes de empresas, estudantes e técnicos de órgãos públicos.
    O prefeito de Três Marias, popularmente conhecido como Bentivi, manifestou-se contrário ao projeto e anunciou publicamente que iria solicitar ao governado uma ação incisiva do Estado nesse sentido.
    A superintendente executiva da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda), Maria Dalce Ricas, que fez a palestra em Três Marias, declarou-se impressionada com a desinformação, e o interesse, da sociedade sobre o projeto. Contando sempre com parcerias locais, a entidade pretende realizar palestras em outras cidades da bacia do rio São Francisco.

    Fonte: Assessoria de Imprensa da Amda

     


    Financiamento a ONGs

    Governo lança e explica editais do PDA

    Dia 18 deste mês, o Ministério do Meio Ambiente abrirá as Chamadas de Projetos do PDA Mata Atlântica e lançará a Agenda 21 – Plano de Desenvolvimento Sustentável do Vale do Ribeira, em Registro, SP. Na oportunidade também tomará posse a Comissão Executiva do Consórcio de Segurança Alimentar e Desenvolvimento Sustentável (CONSAD) do Vale do Ribeira.

    A Ministra Marina Silva deverá prestigiar o evento, inclusive visitando o Quilombo Ivaporunduva, em Eldorado, e assinando Contratos de financiamento de projetos do PDA/Consolidação dos Quilombos Ivaporunduva e Mandira.

    Importante: a equipe do PDA deverá realizar uma reunião de trabalho com as entidades interessadas, detalhando os Editais do PDA Mata Atlântica e respondendo às perguntas do público.

     

     


    Grupos de Trabalho

    GT Atividades Sustentáveis planeja próxima oficina

    Em abril haverá a segunda oficina do GT de Atividades Sustentáveis. Segundo seu coordenador, Armin Diefebach, a ênfase será consumo consciente. O debate girará em torno do que cada um pode fazer para proteger a Mata Atlântica. As entidades da RMA que quiserem participar, precisam se agilizar, pois os recursos para passagem e hospedagem são limitados.

    Desde a partir da primeira oficina do GT e dos cinco encontros regionais da RMA, aumentou o interesse das entidades em participar do GT-AS.
    Entre as metas iniciais do GT estão a formulação de bases conceituais e políticas da atuação da RMA sobre o tema e a geração e o pacto de conjunto de critérios básicos indicativos de atividades sustentáveis na Mata Atlântica a partir de experiências existentes.

    Com GTs como este, a coordenação da RMA pretende qualificar e ampliar a participação das organizações da rede na definição e implementação de políticas e estratégias.

    Rede quer fortalecer comunicação entre entidades

    A RMA quer estreitar e fortalecer as relações. Para isso é necessário saber todas as entidades que contam com uma estrutura de comunicação. A idéia é que as ONGs que contam com este trabalho possam trocar experiências e informações. Futuramente, pode-se até pensar em um grupo eletrônico, ou quem sabe até em um encontro de assessores...

    Envie um e-mail para silvia.rma@terra.com.br, respondendo as seguintes questões: se sua entidade conta com assessoria de imprensa, se dispõe de jornalista, se não há jornalista, quem faz este papel, se há estrutura para trabalhar, como é a receptividade da mídia nas ações de sua ONGs se teria alguma sugestão para o boletim Últimas da Mata Atlântica ou para a própria Rede aperfeiçoar o trabalho de comunicação.
    Contamos com a sua colaboração.

     

     

    Google lança ferramenta para busca científica

    O Google lançou uma nova ferramenta de busca voltada a cientistas e pesquisadores acadêmicos. O Google Scholar, nome que leva o dispositivo, é um serviço gratuito oferecido em versão beta que permite aos usuários procurar documentos literários, científicos, teses, livros e relatórios técnicos.

    O novo serviço acessa informações a partir de fontes como publicações acadêmicas, universidades e grupos de profissionais especializados. A ferramenta também analisa automaticamente e extrai citações de determinado documento, além de apresentar resultados separados. Com isso, os usuários podem encontrar referências de trabalhos antigos que poderiam existir somente em livros ou outras publicações impressas. Site:http://scholar.google.com


    Elogios ao Ibama e IAP

    O Instituto Ambiental do Paraná e a Gerência Regional do Ibama daquele Estado têm feito um trabalho que está sendo elogiado por ambientalistas. Há um esforço do governo no sentido de uniformizar operações de fiscalização e autuação. Para Eleutério Langowski, da Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte (Apromac), é uma agradável sensação saber que os órgãos oficiais estão caminhando na mesma direção das ONGs, a favor do meio ambiente. Uma das atividades recentes, foi a ação de fiscalização conjunta da entidade com o IAP, Ibama, Crea, Associação de Defesa do Meio Ambiente (AMAR) em um desmatamento em Rio Azul, PR.

    Maioridade

    A SOS Mata Atlântica vai completar 18 anos em maio. Para comemorar, será realizado um grande evento nos dias 19, 20 e 21 de maio no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

    Expedição

    Nos dias 21 a 24 de abril haverá a 2ª Expedição Espeleológica GESB Serra da Bodoquena -Bodoquena/Bonito/Jardim. A iniciativa pretende identificar, cadastrar e topografar cavidades na região da Bodoquena, Bonito e Jardim e tem os apoios da UEMS e do IBAMA/CECAV. Não é cobrada taxa de inscrição. Informações: heros@uems.br

    Bolsas de Pesquisa em UCs

    O Programa Canon para Pesquisadores Científicos de Parques Nacionais para o ano de 2005, está com as inscrições abertas até 1º de maio. São financiadas bolsas de até US$ 78,000 para estudantes de doutorado nas Américas que desenvolvem pesquisas chave para a conservação de Parques Nacionais na região. Podem concorrer projetos em ciências biológicas, físicas, sociais e culturais, assim como projetos em inovação tecnológica aplicada à ciência da conservação. Mais informações: www.nature.nps.gov/canonscholarships

    Livro

    Em 17 de março foi lançado o livro Cidades Sustentáveis, no Centro Cultura da Justiça Federal, na av. Rio Branco, 241, Cinelândia, RJ. O autor é o Prof. Francisco Carrera, Mestre em Direito da Cidade pela UERJ. Informações: franciscocarrera@globo.com

    Simpósio

    Será realizado em Viçosa, MG, de 6 a 10 de junho deste ano, o I Simpósio sobre o Bioma Mata Atlântica - Recuperação, Conservação e desenvolvimento. Informações: www.cbcn.org.br

    Lista vermelha Capixaba

    O Decreto de homologação da lista vermelha capixaba poderá ser publicado em maio, durante as comemorações da Semana da Mata Atlântica. A minuta de decreto, elaborada pelo Ipema, foi entregue à secretária estadual de meio ambiente, Maria da Glória Abaurre, em janeiro.

    A lista foi elaborada pelo Instituto de Pesquisas da Mata Atlântica (IPEA), que agora está na reta final da avaliação do manejo de UCs do Espírito Santo. A ONG também está levantando dados para indicar as áreas e ações prioritárias para a conservação da Mata Atlântica no Estado.


    Boletim Informativo da Rede de ONGs da Mata Atlântica

    Criada em 11/06/92 na ECO 92, a Rede de ONGs da Mata Atlântica tem como objetivo o intercâmbio de informações e a articulação entre as entidades que atuam em defesa da Mata Atlântica. O boletim Últimas da Mata Atlântica é o veículo informativo da RMA.

    Coordenação: Titulares: Apremavi/SC, Apromac/PR, Ecoa/MS, Gambá/BA, Gescq/PE, Os Verdes/RJ, Instituto Ambiental de Estudos e Assessoria/CE, Vidágua/SP, Proter/SP

    Suplentes: Amigos da Terra/RS, Aprema/SC, Mater Natura/PR, Mopec/SE, Apan/PB, Getae/AL, Roda Viva/RJ, Coati Juréia/SP, Apoena/SP.

    Secretaria Executiva: SCLN 210, bloco C, salas 207/208 CEP: 70862-530 Brasília - tel.:61-349-9162 e-mail: rma-bsb@uol.com.br

    Assessoria de Comunicação: Sílvia Franz Marcuzzo Reg.Prof. 7551 MTb/RS
    silvia.rma@terra.com.br tel.: 61. 32017017