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Boletim 33
21 de dezembro de 2005


Sabores do cerrado seduzem delegados

Para alguns, o melhor da Conferência foram os sabores do cerrado. Por R$ 1,50 era possível comprar um dos 30 tipos de picolés de frutas do Planalto Central. Teve gente que traçou 48 unidades. “Comi todos”, comemorava um delegado. Tinha sorvetes em palito de mangaba, buriti, manga rosa, jaca, jabuticaba, cajá manga, pequi, gabiroba, graviola, brejaúba, cagaita, coquinho de jataí, curriola, tamarindo, umbú, jatobá, taperebá e muitos outros sabores genuinamente brasileiros.

Viva eu, viva tu, viva o baru!

Outra delícia do evento foi o licor, os doces e o baru salgado. A castanha típica do cerrado surpreendeu muita gente, que nunca tinha ouvido falar do baruzeiro. É a biodiversidade brasileira sendo valorizada, pelo menos em um encontro para debater as questões ambientais.

Ampla cobertura da Carta Maior

A agência Carta Maior realizou a cobertura ao vivo da Conferência. Por sinal, foi a única agência de notícias que destacou equipe para o evento. Seus repórteres entrevistaram diversas pessoas, procurando dar uma boa visibilidade dos diferentes atores sociais que ali transitavam. Com duas câmeras, dois jornalistas e dois cinegrafistas, a Carta Maior “fez até chover”. Acompanhe a cobertura no www.agenciacartamaior.com.br

Águas deitaram e rolaram

Choveu bastante durante a Conferência. Todos os dias caiu o maior aguaceiro. Muitos ficaram gripados por andar de lá pra cá na chuva. Os pisantes então, ficaram todos embarrados pela terra vermelha do Centro-Oeste. Esse é um período chuvoso no Planalto Central.

Tudo pela papelama

Para pegar algum papel em algum dos estantes da Conferência foi uma verdadeira disputa. No estante do governo, era necessário entrar em uma fila. Esta foi a solução encontrada pelo pessoal do espaço porque o povo chegou a invadir o recinto pegando várias publicações de uma só vez. Mesmo quem quisesse um folheto só precisava cumprir o ritual. Resultado: o estante do governo foi “depenado”.

***

Regras para construção de barragens, biodiversidade, regras do Fundo Nacional do Meio Ambiente. Estes foram alguns temas de publicações que foram distribuídas durante a conferência. Sem dúvida, quem sofre com a falta materiais para atividades de educação ambiental pôde aproveitar para rechear a mala. Sem falar nos diversos livreiros que expuseram suas mercadorias a venda.

No fundo do fosso  

Durante a conferência, um delegado do Paraná caiu no buraco. O fosso no Bay Park Resort Hotel tinha, aproximadamente, dois metros de profundidade e estava sem nenhuma sinalização. O delegado sofreu três fraturas, nenhuma exposta. Uma comissão de membros da delegação do Paraná foi criada para cuidar do assunto. O hotel onde o delegado hospedou-se pagou as despesas com hospital particular. Na tarde do encerramento da II Conferência Nacional do Ambiente, o acidentado operou o pulso, mas estava bem, em companhia da esposa, que foi acompanhar de perto o caso.

Conseqüências da madrugada  

E rolou na “Rádio Corredor”: às 7 da manhã, depois de ter "varado" a noite nas
discussões da conferência, um delegado resolveu pedir verificação de quórum. Na verdade ele quase sofreu uma verificação de "couro" por parte de outro delegado que havia ficado a noite
inteira esperando para que suas moções fossem discutidas. E falar em moções...
quase que o cantor Roberto Carlos se torna patrono da conferência, porque afinal... são
tantas moções...

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