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:: RMA Recesso de final de ano A RMA vai entregar a moção pelo PL Mata Atlântica – uma das aprovadas na II Conferência Nacional do Meio Ambiente – ao senador César Borges (PFL/BA). O Projeto de Lei da Mata Atlântica aguarda a divulgação do parecer do senador, que é relator da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Depois de votado nesta comissão, o projeto será encaminhado ao plenário. A coordenadora geral da RMA, Miriam Prochnow, espera que o projeto seja logo apreciado pelo Senado, onde já se encontra há dois anos, depois de aprovado na Câmara. RMA na Conferência sobre Biodiversidade em Curitiba A RMA está se preparando para participar dos eventos da Convenção da Biodiversidade que acontecerá em Curitiba, no Paraná. De 13 a 17 de março do ano que se aproxima, acontece o 3o. Encontro das Partes do Protocolo de Cartagena sobre Biosegurança, conhecida como MOP-03, e de 20 a 31 de março, a 8a. Conferência das Partes da Convenção sobre a Biodiversidade, COP-08. Encontros preparatórios mobilizam sociedade civil Haverá uma Oficina de Nivelamento de Informações e de Capacitação sobre a MOP-03 e COP-08, que acontecerá em Curitiba nos dias 7 e 8 de fevereiro. O objetivo é prestar esclarecimentos sobre a Convenção da Diversidade Biológica (CDB), as formas de discutir seus instrumentos (Protocolos) e os principais temas que serão destaque em março. A organização local é feita pela ONG parceira Terra de Direitos. Já nos dias 9 e 10 de fevereiro, será realizado o Encontro Internacional de Troca de Informações de Definição de Posições da Sociedade Civil. Este Encontro será o ponto alto do processo preparatório, onde serão apresentados os resultados de um dossiê que está sendo elaborado por organizações da sociedade civil. No encontro também serão definidas posições comuns da sociedade civil a nível internacional, a serem apresentados e defendidos durante a COP e nos eventos paralelos. :: Conferência Nacional do Meio Ambiente Movimentos sociais tomam conta do evento Programada para o período de 10 a 13 de dezembro, a II Conferência Nacional de Meio Ambiente (II CNMA) terminou às 8 horas da manhã de quarta-feira, dia 14, depois de exaustivos debates. O evento, ocorrido em Brasília, reuniu cerca de duas mil pessoas, entre elas, 1.038 delegados(as) de todos os Estados brasileiros, conforme dados do Ministério do Meio Ambiente. A II CNMA foi antecedida por Conferências Municipais, Estaduais, Regionais e Setoriais do Meio Ambiente, ocorridas nos 26 Estados brasileiros e no Distrito Federal. Ao todo, foram mobilizadas 86.300 pessoas. Comunicação ambiental é tema de debate na O secretário de Biodiversidade e Florestas, João Paulo Capobianco, diz que todo o material aprovado na Conferência se traduz em várias possibilidades de trabalho para 2006. “Vamos implementar todas as deliberações que forem possíveis, assim como foi feito após a primeira edição do evento”, ressalta. Para Capobianco, “várias recomendações terão influência nas posições que o governo levará à Conferência sobre Diversidade Biológica (COP-08) no próximo ano, em Curitiba. A sociedade já está auxiliando na COP-08”. Mais de cinco milhões foram gastos no evento A Conferência custou mais de cinco milhões de reais. A metade desse valor foi custeada pelos patrocinadores do evento. Nesta edição, o evento contou com uma infra-estrutura invejável: seis hotéis foram ocupados por delegados e mais de 90% dos participantes tiveram suas passagens custeadas. Ainda teve gente que pegou táxi aéreo para ir de São José dos Campos até o aeroporto de Congonhas, em SP. Mesmo assim, muitos reclamaram, pois queriam receber diárias do MMA por ter participado da conferência. Moções inusitadas surpreendem os conferencistas Para serem apresentadas na plenária as moções tinham que ser aprovadas no Grupo de Trabalho que tratasse do assunto referido. Para conseguir passar do GT a moção devia ter um texto explicativo e 100 assinaturas. Não foi bem isso que aconteceu nessa conferência, 10 moções chegaram à relatoria com poucas assinaturas, teve até uma que nem o próprio autor assinou. Algumas moções sugeriram o tombamento de bacias hidrográficas inteiras e a instalação de hidrelétricas em terras indígenas, mas não tiveram aprovação dos GTs. “Várias moções foram mal formuladas, exigindo terra, mas sem explicar aonde, outras com poucas assinaturas, e até essa sem nenhuma assinatura. O autor veio direto na relatoria entregar, porque o GT não aceitou.”, conta Laura Maffel do apoio da relatoria, para onde todas as 140 moções aprovadas nos GTs foram encaminhadas até dia 12. O maior número de aprovação foi do GT 1, de Biodiversidade e Florestas, com 55 moções. A RMA promoveu um manifesto cobrando a aprovação do PL da Mata Atlântica parado há 13 no Congresso – Lei 2875/99 e por uma matriz energética ambientalmente sustentável. Feira Mostra da Sustentabilidade apresenta produtos ecológicos Durante a II Conferência Nacional do Meio Ambiente os participantes puderam contar com a Feira Mostra da Sustentabilidade, que divulgou projetos, iniciativas e produtos sustentáveis. Nos três dias do evento, 44 estandes, distribuídos gratuitamente pela Comissão Organizadora Nacional, ocuparam tendas de difícil acesso por causa da chuva e da lama, na beira do Lago Paranoá. Entretanto, a representatividade das ONGs nessa feira foi pequena. “Os espaços foram disponibilizados para a Comissão Organizadora Nacional, que convidava os expositores. O prazo, que era até dia 30 de novembro, foi estendido até dia 5 de dezembro porque ainda não tinham sido preenchidos”, disse Anelize Schuler, Assessora de Eventos da Conferência. Dois estandes ficaram vazios. No último dia do evento, a maioria dos pequenos feirantes foi voluntariamente para o centro da Conferência, pois o movimento estava fraco onde estavam, segundo eles. Enquanto isso, na “Casa” da Vale do Rio Doce... No local da feira, o estande da Companhia Vale do Rio Doce chamou a atenção do público. A maior patrocinadora do evento ganhou um espaço exclusivo na beira do lago e soube aproveitar bem o local. Uma bela construção de dois andares, revestida de madeira, janelas e portas de vidro, filetes de água caindo do segundo andar, e até um elevador a vácuo impressionava os visitantes do espaço. Dentro da “casa” música ambiente, telão e jardim. Caroline de Albuquerque, da firma H. Camargo, responsável pela obra, disse que a obra, prevista para dois dias, acabou levando 70 horas ininterruptas de trabalho por causa da lama no lugar cedido, isso porque a estrutura estava praticamente pronta. Pela grandiosidade da obra, o custo também deve ter sido alto, mas o orçamento não foi revelado. “Acho difícil você conseguir o orçamento, por uma questão de ética não podemos revelar, apenas sei que a quantia já está prevista nos gastos da empresa”, revela Caroline de Albuquerque. O Últimas da Mata Atlântica vai dar algumas pinceladas do que rolou na II Conferência Nacional de Meio Ambiente. Em pequenas notas você poderá conferir um pouco do que rolou no ambiente da conferência. :: ONGs em Ação Entidades pedem aprovação de PL de Gestão de Florestas Várias organizações não-governamentais, inclusive a Rede de ONGs Mata Atlântica, assinaram uma carta aos senadores pedindo a aprovação do Projeto de Lei de Gestão de Floresta Pública. Durante a II Conferência Nacional do Meio Ambiente, um grupo de delegados foi até o Senado demonstrar o interesse pelo projeto. Clique aqui para acessar a carta ONGs defendem integridade de Jacupiranga e Juréia em SP Os participantes do III Workshop da Ecorregião Serra do Mar, organizado pelo WWF-Brasil no início deste mês, redigiram e assinaram uma moção de repúdio aos projetos de lei que visam alterar limites, categoria e zoneamento do Parque Estadual de Jacupiranga e da Estação Ecológica de Juréia-Itatins, duas das maiores áreas preservadas da Mata Atlântica, em São Paulo. :: Informações :: Saiba mais
Plano Nacional de RH será votado em Janeiro IR Ecológico tramita no Congresso Nacional
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