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Boletim 32
7 de dezembro de 2005


O movimento ambientalista espera mais

Algumas ONGs acreditam que apesar da falta de resultados da primeira edição, os ambientalistas não podem perder a oportunidade de debater sobre as questões ambientais e cobrar ações efetivas. “Temos que nos unir para conseguir mais espaço, para cobrar uma postura mais prática e menos teórica do Ministério do Meio Ambiente”, defende Daiani Lima, da ONG ValeVerde e delegada paulista.

Entretanto, essa não é uma opinião compartilhada por todas as ONGs. No Rio Grande do Sul, a pré-conferência foi boicotada por parte dos ambientalistas. Os principais motivos alegados são a não implementação das propostas da I Conferência e a paridade do modelo de representação. "É uma disputa desigual para o movimento ambientalista, pois disputamos vagas com outros setores da sociedade civil e, muitas vezes, nossas posições são derrotadas", explica a presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), Edi Xavier. Ela afirma que o governo não está considerando o peso político do movimento ambientalista que é composto por pessoas que estão realmente preocupadas com a qualidade de vida e preservação ambiental. Ao contrário das centenas de pessoas mobilizadas para defender as posições das prefeituras, nas pré-conferências estaduais.

O Ministério do Meio Ambiente se defende argumentando que várias ações foram realizadas, como a criação de 28 Unidades de Conservação, totalizando 9 milhões de hectares; o aumento da fiscalização do desmatamento da Amazônia Legal com a aplicação de multas por infrações ao desmatamento da Amazônia Legal somando R$ 356 milhões e contribuindo com uma redução estimada na ordem de 40% do desmatamento (de acordo com pesquisa que será publicada em breve pelo MMA); e as operações integradas entre o Ibama, o Ministério Público e a Polícia Federal (Setembro Negro, Curupira 1 e 2, Ouro Verde e Belém 1 e 2), desmantelando quadrilhas e prendendo aproximadamente 240 pessoas que fraudavam e falsificavam Autorizações de Transportes de Produtos Federais, além de outros crimes associados.

 


 

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