caso não esteja visualizando clique aqui

Boletim 32
7 de dezembro de 2005

Paraná será abastecido por energia alternativa

A partir de maio de 2006, vários paranaenses vão passar a consumir em suas casas energia elétrica cuja origem não será mais de usinas hidrelétricas, mas sim de indústrias que têm como atividade principal a produção de açúcar e álcool. A unidade de Tapejara (Noroeste do estado) do grupo Santa Terezinha será a primeira usina de cana paranaense a vender a eletricidade excedente para o sistema nacional interligado.

Atualmente, as 27 indústrias do setor instaladas no estado são autosuficientes na geração de energia a partir da queima do bagaço da cana moída. Há alguns anos, esse resíduo da produção era um problema ambiental para as empresas, que o queimavam sem muito critério em suas caldeiras, apenas para se livrar das montanhas de material que se acumulavam nos pátios. A situação mudou com a descoberta de novos usos para o bagaço. “Hoje ele é um produto cujo valor comercial aumenta a cada dia”, afirma Adriano da Silva Dias, superintendente da Associação de Produtores de Álcool e Açúcar do Paraná (Alcopar).

Na safra deste ano, as usinas paranaenses estão gerando 8,13 milhões de toneladas de bagaço de cana. Toda essa montanha de resíduos é aproveitada nas próprias usinas, para a geração de energia a vapor e elétrica, ou então é vendida para indústrias de secagem de grãos. Também vira matéria-prima na produção de celulose ou até bicarbonato, com o processamento do gás carbônico.

A venda de energia elétrica ao “mercado externo” ganhou impulso no ano passado, com o lançamento, pelo governo federal, do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). O programa estimula a produção de energia eólica (com o uso do vento), de pequenas centrais hidrelétricas e a partir da biomassa. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financia os projetos, que podem ser pagos com o fornecimento de energia.

A central da usina Santa Terezinha em Tapejara terá capacidade para produzir 50,5 megawatts nos nove meses de safra da cana-de-açúcar – de abril a dezembro. Segundo o diretor Paulo Meneguetti, 60% dessa produção será fornecido ao sistema elétrico interligado brasileiro.
Outra bem-sucedida iniciativa de uso de resíduos para a geração de energia no Paraná é desenvolvida em Arapongas (Norte). As 126 fábricas de móveis do município, que formam o maior pólo do setor no estado, geram 200 toneladas diárias de resíduos – serragem e restos de madeira. Todo esse material é prensado e transformado integralmente em briquetes, para o uso em caldeiras de vários setores industriais.

“Para se produzir 200 toneladas diárias de madeira, seria necessária uma floresta cultivada de mil alqueires”, compara José Roberto Pontalti, dono da Central de Tratamento de Resíduos Industriais (Cetec), empresa que processa os resíduos. Além de ser considerado a “lenha ecológica”, o briquete é uma alternativa mais econômica. Custa 40% do preço do óleo BPF, derivado de petróleo, e 30% do gás envasado, os combustíveis mais usados em caldeiras industriais.

Fonte: Gazeta do Povo


 

 

:: Voltar ::

 

Criada em 11/06/92 na ECO 92, a Rede de ONGs da Mata Atlântica tem como objetivo o intercâmbio de informações e a articulação entre as entidades que atuam em defesa da Mata Atlântica.
O boletim Últimas da Mata Atlântica é o veículo de comunicação da RMA.

Coordenação eleita na última assembléia: Titulares: Apremavi/SC, Apromac/PR, Associação Serras Úmidas/CE, Gambá/BA, Mopec/SE, NAT/RS, Os Verdes/RJ, Vidágua/SP, Proter/SP

Suplentes: Assecan/RS, Cepedes/BA, Ecoa/MS, Gescq/PE, Ipema/ES, ISMECN/MG, Roda Viva/RJ, STV/RN, Terra Mater/PR

Secretaria Executiva:
SCLN 210, bloco C, salas 207/208 CEP: 70862-530 Brasília - tel.:61-349-9162
e-mail: bruno.rma@terra.com.br ; eliana.rma@terra.com.br;
carlos.rma@terra.com.br

Jornalista Responsável: Sílvia Franz Marcuzzo Reg.Prof. 7551 MTb/RS
mailto:silvia.rma@terra.com.br tel.: 61. 32017017
Estagiária de Jornalismo: Alice Watson


*Os textos deste boletim podem ser utilizados, desde que citada a fonte.

clique aqui e acesse nosso site