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A população da região de Itatuba e adjacências, em Embu das Artes (SP), em reunião com o Prefeito Geraldo Cruz no último sábado (19/11) manifestou-se contra a degradação ambiental e a instalação de indústrias e galpões na região, apelando para o desenvolvimento do turismo que não degrada o meio ambiente e traz emprego e renda à população local e divisas ao município. O Prefeito ouviu a população e solicitou a formação de uma comissão para estudar o assunto. A comunidade pediu emergência para a modificação do Plano Diretor de Embu no tocante ao Corredor Empresarial e já montou uma comissão para tratar do tema. A população não se manifestou contra o desenvolvimento da região, apenas contra o modelo industrial proposto. O modelo de crescimento econômico baseado em indústrias não contempla as necessidades da população local e está na contra-mão do movimento global de desenvolvimento sustentável. Além disso, os estudos efetuados pelo Instituto Polis sugerem o desenvolvimento do turismo na região. “As áreas verdes, os animais, a preservação ambiental são os maiores valores econômicos hoje”, afirmou Wilson Nobre, residente em Itatuba desde 1970, e exemplificou, “A Prefeitura de São Paulo, o presidente Lula... estão investindo milhões em turismo”, pois esse investimento aumenta a qualidade de vida, possibilita emprego e renda e promove um ambiente saudável e preservado. Também foi citada a importância das matas para a manutenção das bacias hidrográficas, pois a vegetação contribui para a formação do lençol freático e essas águas são fundamentais para o abastecimento da população no presente e no futuro. A região de Itatuba é rica em nascentes que contribuem para o Baixo Cotia, matando a sede de milhares de habitantes. Além disso, há animais ameaçados de extinção que foram fotografados e vistos na região, entre eles, o macaco bugio ( Alouatta fusca ), o gavião pega-macaco ( Spizaetus tyrannus ), a araponga ( Procnias nudicollis ), o pavão-do-mato ( Pyroderus scutatus ), além de esquilos, lagartos, tatus, tucanos, periquitos, etc. O presidente da Sociedade Ecológica Amigos de Embu, Leandro David Dolenc, afirmou que “não estamos contra a Prefeitura, pois estamos implantando a Agenda 21 Escolar, apoiando iniciativas de turismo no município e várias outras frentes de trabalho. A nossa preocupação é que a área acabe se transformando em um loteamento industrial – um parque industrial – no coração verde de Embu!”. Elaine Fernandes, moradora da região há seis anos, falou da importância do debate e agradeceu a oportunidade oferecida pelo governo dizendo “Vamos querer rediscutir o Plano Diretor, pois aqui nós não queremos que uma árvore, um animal, sofram com as conseqüências de uma indústria de baixo impacto. Nós não sabíamos da importância da discussão até que o problema nos atingiu no coração, no amor que temos por nosso município, por nossas matas e animais...” “É muito difícil avaliar a amplitude do impacto ambiental e controlar o crescimento, as invasões e a degradação ambiental que ocorrem com a implantação das indústrias”, afirmaram vários moradores. Tércio Gaspar de Oliveira complementou, “infelizmente a prefeitura não tem olhos para ver tudo o que acontece no município. “É preciso discutir o que se vai fazer nessas áreas, trabalhar junto para trazer investimentos, desenvolver o turismo e promover algo em que todos se sintam bem. Vamos estudar juntos as propostas”, acrescentou. A população finalizou, “não estamos apenas falando da preservação das matas e dos animais, mas sim da preservação da vida no Planeta Terra, pois temos que ser mais responsáveis, não só com o presente, mas com o futuro”. Fonte: Sociedade Ecológica Amigos de Embu :: Informações :: Voltar :: |
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