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Boletim 30
9 de novembro 2005

 

Situação da usina de Tijuco Alto é apresentada ao Conama

Por solicitação da Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte (Apromac), o diretor de Licenciamento e Qualidade Ambiental do Ibama, Luiz Felippe Kunz Júnior, apresentou a situação do licenciamento da Usina Hidrelétrica de Tijuco Alto, no Vale do Ribeira na reunião do Conama desta semana. O Estudo de Impacto Ambiental da usina foi protocolado no Ibama no dia 11 de outubro. Ele informou que o EIA está sendo analisado e que será encaminhado aos órgãos estaduais de meio ambiente.

A idéia de construir a UH Tijuco Alto foi apresentada em 1994 pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) para garantir a produção de alumínio em outro local, distante do Vale do Ribeira. Com aprovação da Resolução 237 do Conama, o Ibama passou a tratar da possibilidade de licenciamento, uma vez que o empreendimento compreende dois Estados: São Paulo e Paraná. Conforme Kunz, o Ibama indeferiu a Licença Prévia solicitada pelo empreendedor em setembro de 2003.

Em janeiro de 2004, foi aberto novo processo de licenciamento. Em abril deste ano o órgão realizou nova vistoria no local, até que em julho deste ano foi aprovado o Termo de Referência. Segundo ele, várias sugestões da comunidade foram incorporadas. Ele garante que não há pedido de licenciamento para outras usinas no rio Ribeira de Iguape. Mas sabe-se que há planos para a construção de quatro usinas ao longo deste rio.

Para o Promotor de Justiça Saint-Clair Honorato Santos, do Ministério Público Federal do Paraná, é preciso ter um debate sobre o modelo de matriz energética no país, pois as hidrelétricas têm trazido grandes prejuízos socioambientais. Zuleica Nycz, uma das representantes das ONGs da Região Sul no Conama, está preocupada com o passivo ambiental de Adrianópolis. A área está contaminada com chumbo e poderá ser alagada com a hidrelétrica. E Zuleica, que é membro da coordenação da RMA, pergunta: “A construção de empreendimentos como esse é o indicado para indústrias de altíssimo consumo de energia, como a fabricação do alumínio?”

 


Criada em 11/06/92 na ECO 92, a Rede de ONGs da Mata Atlântica tem como objetivo o intercâmbio de informações e a articulação entre as entidades que atuam em defesa da Mata Atlântica.
O boletim Últimas da Mata Atlântica é o veículo de comunicação da RMA.

Coordenação eleita na última assembléia: Titulares: Apremavi/SC, Apromac/PR, Associação Serras Úmidas/CE, Gambá/BA, Mopec/SE, NAT/RS, Os Verdes/RJ, Vidágua/SP, Proter/SP

Suplentes: Assecan/RS, Cepedes/BA, Ecoa/MS, Gescq/PE, Ipema/ES, ISMECN/MG, Roda Viva/RJ, STV/RN, Terra Mater/PR

Secretário Executivo: Bruno de Amorim Maciel
SCLN 210, bloco C, salas 207/208 CEP: 70862-530 Brasília - tel.:61-349-9162
e-mail: bruno.rma@terra.com.br ; eliana.rma@terra.com.br;
carlos.rma@terra.com.br

Jornalista Responsável: Sílvia Franz Marcuzzo Reg.Prof. 7551 MTb/RS
mailto:silvia.rma@terra.com.br tel.: 61. 32017017


*Os textos deste boletim podem ser utilizados, desde que citada a fonte.

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