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Boletim 30
9 de novembro 2005


Dados da pesquisa feita pelo Instituto Akatu
pelo Consumo Consciente

· Mais de 40% dos cerca de 1.400 internautas que responderam ao questionário afirmaram que não dispõem de coleta seletiva nas regiões em que vivem;

· Por conta disso, 26% desse grupo revelaram que não separam o lixo para reciclagem.

·
31,4% dos internautas encaminham o lixo para serviços municipais de coleta;

· Enquanto 16,9% dirigem-se às cooperativas de catadores; e 9,3%, a projetos sociais.


Esses dados, levantados entre fevereiro e junho deste ano (2005), corroboram o panorama divulgado pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (em 2004): a coleta seletiva ainda é incipiente no Brasil. A pesquisa do IBGE mostrou que:


·
Apenas 2% do lixo produzido no país é coletado seletivamente;

·
Somente 6% das residências são atendidas por serviços de coleta seletiva;

· Que existem em 8,2% dos municípios brasileiros.

A falta de coleta seletiva na maior parte das cidades brasileiras representa, além de impacto negativo para o meio ambiente, uma perda significativa de recursos financeiros. A adesão da população à coleta seletiva proporcionaria ainda a obtenção de produtos recicláveis com menor grau de impurezas, o que elevaria seu valor de mercado.

Segundo cálculos do economista Sabetai Calderoni, autor de "Os Bilhões Perdidos no Lixo" (Ed. Humanitas, USP, 1997), só no ano de 1996 foram desperdiçados R$ 4,6 bilhões em lixo não reciclado, o que, na época seria suficiente para construir cerca de 460 mil casas populares. Para ele, a implantação e a ampliação de programas de coleta seletiva nos municípios podem render até R$ 135,00 por tonelada de lixo, dinheiro que cobriria os gastos operacionais e a remuneração dos funcionários envolvidos. Isso significaria também a diminuição dos gastos das prefeituras com coleta, transporte, transbordo e disposição final do lixo domiciliar não separado.

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Estagiária de Jornalismo: Alice Watson


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