caso não esteja visualizando clique aqui

Boletim 29
26 de outubro de 2005

Entidades fazem campanha para criação
de parque marinho em SP

Ambientalistas, conservacionistas, pesquisadores, agentes de turismo e demais simpatizantes podem aderir à campanha pela criação de um Parque Nacional (PARNA) Marinho na Ilha da Queimada Grande em http://www.conservacao.org/abaixo_assinado e preencher o abaixo-assinado online . Atualmente, apenas a parte terrestre da ilha é uma unidade de conservação na categoria Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE), o que permite a pesca em sua porção marinha, comprometendo a conservação da biodiversidade aquática.

A proposta de ampliar a área e alterar a categoria para PARNA Marinho vem sendo articulada com pescadores, ONGs e representantes do governo. Sustenta-se no fato de que a região foi considerada ‘de extrema importância biológica' no documento “Avaliação e Ações Prioritárias para Conservação da Biodiversidade das Zonas Costeira e Marinha”. Publicado em 2002 pelo Ministério do Meio Ambiente, o relatório reforça a necessidade de ações imediatas para sua adequada proteção.

Guilherme Dutra, gerente do Programa Marinho da ONG ambientalista Conservação Internacional (CI-Brasil), explica que a Ilha da Queimada Grande, em suas porções insular e marinha, apresenta ecossistemas naturais de grande importância ecológica e beleza cênica. “A Ilha é um importante sítio de reprodução de aves marinhas e pouso de aves migratórias, além de apresentar uma das primeiras áreas de agregação reprodutiva de peixes recifais registradas no Brasil. Possui também extraordinária concentração de espécies endêmicas, entre elas algumas criticamente ameaçadas de extinção”.

Para Wilson Langeani Filho, presidente da Sociedade de Defesa do Litoral Brasileiro (SDLB), a região constitui um inestimável tesouro natural a poucos quilômetros da costa do estado de São Paulo. “A criação de um Parque Nacional na Queimada Grande assegura a preservação desse patrimônio ambiental às futuras gerações, a lém de constituir iniciativa pioneira no estado, qué é um dos últimos do Brasil a não abrigar um Parque Nacional integralmente em seu terrritório”.

Ameaças e conservação - Esse patrimônio está ameaçado pela pesca esportiva e coleta ilegal de exemplares das espécies endêmicas. Entretanto, por ser uma ilha de mar aberto, não é comumente utilizada para a pesca artesanal. Guilherme Dutra avalia que a ampliação da unidade para a área marinha poderá, não só contribuir para a proteção de ambientes de grande relevância biológica nesses ecossistemas, mas também para a gestão de recursos pesqueiros na região, funcionando como área de refúgio e reprodução para espécies de grande importância comercial.

A categoria de Parque Nacional, além de resguardar o patrimônio natural da área para futuras gerações, possibilitará a realização de pesquisas científicas em sua porção terrestre e atividades de turismo contemplativo em sua porção marinha. Isso poderá ser feito, sem, no entanto, impedir o acesso para abrigo e passagem pelos pescadores locais. A área proposta para o Parque Nacional inclui, além da Ilha da Queimada Grande, a área marinha adjacente, formando um retângulo de cerca de quatro quilômetros a partir das extremidades da Ilha.

A campanha - A campanha é uma iniciativa das entidades ambientalistas CI-Brasil, SDLB, Brasil Azul e Instituto Laje Viva. Na esfera local, já conta com amplo apoio de operadores de turismo e das comunidades pesqueiras e de mergulho, tanto os praticantes quanto os fabricantes de equipamentos.

O abaixo-assinado estará disponível no site por dois meses e as assinaturas coletadas serão apresentadas às autoridades estaduais e federais, como uma forma de legitimar a proposta apresentada pelos organizadores da campanha. Dentre as ações complementares previstas pela campanha estão a realização de atividades de mobilização pró-PARNA e novas expedições científicas para levantamento biológico na área.

Fonte – Conservação Internacional

:: Voltar ::

 

Criada em 11/06/92 na ECO 92, a Rede de ONGs da Mata Atlântica tem como objetivo o intercâmbio de informações e a articulação entre as entidades que atuam em defesa da Mata Atlântica.
O boletim Últimas da Mata Atlântica é o veículo de comunicação da RMA.

Coordenação eleita na última assembléia: Titulares: Apremavi/SC, Apromac/PR, Associação Serras Úmidas/CE, Gambá/BA, Mopec/SE, NAT/RS, Os Verdes/RJ, Vidágua/SP, Proter/SP

Suplentes: Assecan/RS, Cepedes/BA, Ecoa/MS, Gescq/PE, Ipema/ES, ISMECN/MG, Roda Viva/RJ, STV/RN, Terra Mater/PR

Secretaria Executiva:
SCLN 210, bloco C, salas 207/208 CEP: 70862-530 Brasília - tel.:61-349-9162
e-mail: bruno.rma@terra.com.br ; eliana.rma@terra.com.br; beatriz.rma@terra.com.br

Jornalista Responsável: Sílvia Franz Marcuzzo Reg.Prof. 7551 MTb/RS
mailto:silvia.rma@terra.com.br tel.: 61. 32017017


*Os textos deste boletim podem ser utilizados, desde que citada a fonte.

clique aqui e acesse nosso site