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Boletim 25
6 de setembro de 2005

 

Coordenadora geral dá palestras e confere
a situação da Mata Atlântica no Nordeste  

A coordenadora geral da RMA, Miriam Prochnow, fez algumas visitas no final do mês de agosto em dois Estados do Nordeste: Sergipe e Ceará. Conforme a coordenadora, as visitas foram muito importantes, porque promoveram um intercâmbio de informações e também serviu para dar um apoio ao trabalho das ONGs locais.  

Em Aracaju, Miriam Prochnow fez uma palestra sobre Áreas de Preservação Permanente para os grupos de trabalho que estão debatendo a elaboração do Plano Diretor da cidade. Ela informa que a discussão do plano está exatamente no ponto de decidir o que fazer com as dunas e como o município deve encarar a expansão urbana. Cerca de 50 pessoas de vários segmentos estiveram presentes, incluindo o coordenador da RMA, Lizaldo Vieira dos Santos, integrante do Movimento Popular Ecológico de Sergipe, organizador do encontro.

Miriam também aproveitou a ida ao Sergipe para visitar o recém criado Parque Nacional da Serra de Itabaiana, que dispõe de aproximadamente sete mil hectares. A área compreende Mata Atlântica, cerrado e caatinga. “Esse parque é fantástico”, sintetiza a coordenadora. Miriam ainda consegui conferir a situação da orla de Atalaia, importante trecho do litoral sergipano.  

Em Maranguape, no Ceará, Miriam deu uma palestra sobre meio ambiente em geral, com o foco sobre a criação de Unidades de Conservação e as oportunidades de trabalho na gestão dessas áreas e no entorno. A palestra foi no teatro da cidade e contou com a presença de 60 pessoas, entre elas várias autoridades. Participaram do encontro o vice-prefeito, o ex-prefeito, os secretários da saúde, da agricultura e planejamento e a secretária da educação do município, além de professores e alunos da rede de ensino local.

No oportunidade, foi feito o relançamento do livro Mata Atlântica e Você, organizado por Miriam. Para a coordenadora, as discussões foram muito ricas, porque o município conta com uma Área de Proteção Ambiental, que compreende a Serra de Maranguape, com ocorrência de Mata Atlântica. “ A a cidade está justamente discutindo as possibilidades de trabalho para contribuir com a preservação dos remanescentes e também de atividades sustentáveis no entorno”, explica.  

A coordenadora Kênia Correa, do Grupo de Estudos de Sirênios, Cetáceos e Quelônios (Gesq), de Pernambuco, também esteve no evento e participou das atividades.O grupo, comandado pelo cicerone Ednaldo Vieira, da ONG Serras Úmidas visitou a Serra de Maranguape, também com ocorrência de Mata Atlântica. No outro dia, os ambientalistas foram até o município de Guaramiranga, a 100 Km de Maranguape, onde conheceram a APA da Serra do Baturité.

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Criada em 11/06/92 na ECO 92, a Rede de ONGs da Mata Atlântica tem como objetivo o intercâmbio de informações e a articulação entre as entidades que atuam em defesa da Mata Atlântica.
O boletim Últimas da Mata Atlântica é o veículo de comunicação da RMA.

Coordenação eleita na última assembléia: Titulares: Apremavi/SC, Apromac/PR, Associação Serras Úmidas/CE, Gambá/BA, Mopec/SE, NAT/RS, Os Verdes/RJ, Vidágua/SP, Proter/SP

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Secretaria Executiva:
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Jornalista Responsável: Sílvia Franz Marcuzzo Reg.Prof. 7551 MTb/RS
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