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Boletim 24
31 de agosto de 2005

Terrazul defende educação para um consumo consciente

O primeiro passo, conta Socorro, é o processo de sensibilização, não há um pacote fechado, é um estilo aberto, nos moldes de Paulo Freire. Nas oficinas, a discussão com educadores trata de princípios norteadores, a partir dos temas geradores. A entidade já publicou duas cartilhas sobre o tema com base nas experiências dos encontros.

As 20 oficinas atingiram 800 pessoas e tiveram uma grande repercussão na imprensa local, comenta Socorro. Somente em Maranguape e Cariri, foram 90 inscritos. Nos eventos, houve também dinâmicas onde os participantes puderam fazer comentários sobre a crise ambiental, a demanda, além de chegarem à conclusão do tipo de organização que se queria.

E ao terminar, foi sistematizado um documento, incluindo a concepção coletiva. As oficinas foram de dezembro de 2004 a abril 2005. Em maio deste ano, a realização do seminário reuniu um total de 210 pessoas com a participação dos representantes das regiões.

Socorro salienta que o Terrazul poderia ter formatado a concepção. Mas não seria impondo, dando pronto e acabado, que obteriam a melhor conclusão. Naquele momento foi formada uma liga estadual de consumidores conscientes, com núcleos regionais e estadual.

Estão em processo de elaboração mais quatro cartilhas, entre elas uma sobre legislação ambiental e consumo e outras sobre Agricultura Familiar e Segurança Alimentar. A Liga é propositiva e reativa, há uma discussão forte sobre a rotulagem em produtos com transgênicos. A maior parte do movimento é de jovens. A discussão tem tratado da situação desse público, de estarem se envenenando, do alto índice suicídio etc.

A inserção do programa também é feita pelo rádio. A entidade cearense produziu 52 spots, de um minuto, sobre consumo sustentável, com veiculação em quatro emissoras. Também há cursos programados para juízes, promotores, jornalistas, líderes comunitários e capacitação à distância. A organização prevê ainda a publicação de um livro para esses públicos.

Já existem núcleos que estão se reunindo sem a presença de representantes do Terrazul, pois eles têm dificuldades em acompanhar todo o trabalho.

A Terrazul deverá organizar outro encontro, em novembro, para tecer estratégias e fortalecer os consumidores. A estimativa é de que 300 pessoas participem. A Terrazul também conta com o apoio de estudantes de comunicação que farão uma logomarca, um site, entre outros produtos para reforçar a visibilidade das ações da entidade. Em setembro, a ONG vai promover um evento para debater fundos e direitos difusos.

Educação para mudar a cultura. Esse é o objetivo, sintetiza Socorro. O movimento está aberto a muitas possibilidades e parcerias com grandes organizações e consumidores.

Mais informações: http://www.terrazul.m2014.net

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