|
caso não esteja visualizando clique
aqui
![]() | ||||
| ||||
|
Consumir é um ato político A entidade é engajada no assunto. Tem cinco anos de atividade e conta com cinco diretores e 12 conselheiros. Nasceu no movimento ambientalista e partiu para a economia solidária. O significado da palavra Kairós em grego é tempo do coração. Tempo kairós é o tempo de cada um, seguindo a batida do coração o ritmo da vida. Fabíola apresenta o que é o consumo responsável, crítico, consciente, ético, ecológico, sustentável e solidário. Explica porque um ato pode ser uma ferramenta de apoio as transformações sociais, cada um dentro da sua realidade para que esses princípios se materializem. O consumo responsável surgiu do encontro com outros movimentos. Nasceu do movimento ambientalista, da economia solidária e do comércio justo, da defesa dos direitos do consumidor e do consumo sustentável. O produto orgânico, não necessariamente é solidário, pode não ter pago um preço justo ao produtor. Ela conta que a crise socioambiental é comum, mas relacioná-la com produção e consumo ainda é um desafio para todos. O difícil é relacionar a crise aos padrões de consumo. Por exemplo, relacionar o lixão aos produtos que se compra, o retrato das grandes florestas aos móveis que se usa em casa. Deparar-se com cenas trágicas e padrão de consumo. Pois não há condições de todos terem o mesmo consumo de norte-americanos. “Tudo que você tem que não é exatamente necessário, você está roubando de alguém”, lembra Fabíola, citando uma frase de Gandhi. Os Estados Unidos consome 31,5% de tudo que é consumido no planeta e tem apenas 5,2 da população mundial. A Europa ocidental, consome 28,7% e tem 6,4% da população mundial. Potencial poluidor de criança rica é muito maior, argumenta. Fabíola aponta a importância de perceber a crise socioambiental contemporânea como uma crise cultural. E como se consegue degradar a partir das relações da sociedade de consumo. Faz uma revisão histórica, com o início da modernidade, a rev. Francesa e a revolução Industrial. Busca-se no consumo, algo além daquele produto. O Marketing surgiu quando surgiu a produção em série. Antes, um carro era produzido a cada dois dias, com o fordismo passou a ser fabricado em oito horas, relembra. Ter um tênis, por exemplo, é um pertencimento, é status, estar associado a um grupo. Hoje a economia está acima de qualquer coisa. E os atores mais influentes nesse processo são os consumidores. As grandes marcas fazem movimentos na sociedade de consumo para manter a situação como está. A doutoranda em Educação Ambiental salienta que 12% população consome 60% dos recursos naturais. Os 30% mais pobres consomem 3,2% dos recursos naturais. Ela explica o conceito de Pegada Ecológica. Há 1,9 hectares per capita no planeta Terra, se dividirmos o número de habitantes pela área do planeta. Os seres humanos ocupam, em média, 2,3 hectares e os norte americanos ocupam 9,7 hectares e o africano 0,47 hectare. Para se ter uma idéia, a humanidade gasta só com a indústria de cosmético 18 bilhões dólares por ano no mundo, segundo o livro Estado do Mundo, do World Watch Instituto. No Relatório Nosso Futuro Comum, esse assunto ganha fôlego, no capítulo 4 da Agenda 21, também aborda a importância de se mudar o padrão de produção e consumo, e considerar o desenvolvimento sustentável. O conceito de consumo sustentável está na Agenda 21. Os outros conceitos estão em construções. E Agenda 21 brasileira incorporou isso. Em 1995, quem pensou no grupo de defesa consumidor inseriu princípios de deveres do consumidor. Neste momento surgiram os princípios de consumo sustentável. Consumo sustentável, como agir através da economia solidária, da garantia de critérios ambientais e sociais na cadeira de produção, comercialização até o consumo. Existem inúmeras maneiras de fortalecer a socieconomia solidária. Em síntese, o mais importante é organizar melhor o consumo. O consumo solidário é uma forma de luta anti-capitalista a ser praticado cotidianamente. A organização e difusão desse consumo é fundamental. Fabíola lembra o autor Euclides Mance, como quem lança diretrizes para economia solidária. Princípios e critérios da economia solidária: Igualdade de gênero Em resumo: Consumo responsável é a capacidade de cada pessoa ou instituição pública ou privada, escolher serviços e produtos que contribuam de forma ética para melhoria da qualidade de vida de todos. Conforme uma pesquisa do Instituto Akatu sobre o consumo interno no Brasil, apenas 6% das pessoas pensam antes de comprar. Já existe um público consumidor de produtos orgânicos, que é congruente com o de comércio ético e solidário. Quem consome orgânicos é mais ligado à saúde pessoal, já o solidário, transcende, preocupa-se com a saúde do planeta. E Fabíola reforça o papel fundamental das ONGs na vivência e na divulgação de um consumo responsável. Principalmente as mulheres de classes altas, entre 25 e 35 anos. São elas que decidem a maior parte do que está sendo consumido no mundo. E finaliza: A união de atividades solidárias e sustentáveis, o ato de consumo pode apoiar a proteção à Mata Atlântica, pois o consumidor é tem o poder de boicotar ou comprar. Informações: (11) 3214 3603 ou http://www.institutokairos.org:: Voltar ::
|
||||
|