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Hoje a entidade já está colhendo os frutos das sementes plantadas. Os Sistemas Agroflorestais estão crescendo. As árvores frutíferas e as palmeiras também estão produzindo e há áreas com acelerado processo de recuperação ambiental. A Embrapa e a Universidade de Estado do Rio de Janeiro (UERJ) inclusive já estão utilizando os dados da pesquisa. Para Lamego, o principal resultado é o plantio demonstrativo do Cetar, onde plantios agroflorestais, com 10 anos, podem ser visitados, o que possibilita ter uma boa avaliação das vantagens e dificuldades na implantação de SAFS. Para o Salveaserra, os sistemas agroflorestais apresentam a forma ideal para a ocupação e a recuperação de terras degradadas da região do Médio Vale do Paraíba do Sul, e de muitas outras partes do Brasil, incorporando os aspectos da legislação, dos mecanismos Ecológicos de recuperação, de prestação de serviços ambientais, aliados a geração de produtos e receita para proprietários rurais descapitalizados. “Tenho a certeza de que o que fazemos hoje como uma tecnologia inovadora será, dentro de poucos anos, uma prática obrigatória em muitos paises e regiões, como uma das poucas maneiras existentes para se conservar, proteger e recuperar o meio ambiente”. Lamego acrescenta que apenas os argumentos ambientais não são suficientes para convencer a comunidade rural. “É preciso encontrar atrativos econômicos para que estes proprietários e investidores mudem de atitude em relação ao meio ambiente”, explica. “Espero poder levar para a RMA os conhecimentos adquiridos com os projetos”, declara. A Salveaserra trabalha em parcerias técnicas com as EMBRAPA Agrobiologia e Solos desde 1999, onde estão em andamento três projetos de pesquisa sobre SAFs e recuperaçao de áreas degradadas de pastagens do Santuário de Vida Silvestre. Ainda tem parcerias institucionais com o Instituto Rede Brasileira Agroflorestal, com o Instituto Ipanema, Instituto de Pesquisas Avançadas em Economia e Meio Ambiente e com o Instituto de Desenvolvimento e Gerenciamento de Meio Ambiente. Também está desenvolvendo projetos com a Prefeitura de Rio Preto, MG, onde está sendo viabilizado o Projeto SEMEAR, com recursos da Diretoria de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, o Serviço Municipal de Educação Ambiental Rural, e com a Prefeitura de Valença, RJ, para estudar a implantação do Corredor Florestal da Serra da Concórdia. Em 2005 iniciou uma nova parceria com a UERJ, e com Instituto BIOMAS, para o levantamento detalhado da fauna da área, mostrando importância biológica da Serra da Concórdia, com resultados preliminares interessantes, inclusive com a ocorrência de animais raros e até então não descritos no Rio de Janeiro. A ONG conta com uma equipe enxuta, além de Lamego, há um Engenheiro Agrônomo, de uma pessoa para a área administrativa e de dois a três funcionários para trabalhar com as plantas e seu cultivo.
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