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O presidente do IBAMA, Marcus Barros, e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, sabem o que significa a perda de biodiversidade e de terras agrícolas. Sabem das alterações de clima local e regional e das emissões de gases de efeito estufa que um lago artificial emite. Sabem dos impactos aos recursos hídricos. Eles sabem o que fazem! Com todo o conhecimento existente, a ministra Marina Silvia autorizou a morte de florestas e de fauna para que seja enchido o lago da usina hidrelétrica de Barra Grande. Neste momento a Votorantim, Camargo Correa, Bradesco e a multinacional ALCOA - empresas que formam a BAESA - aplicam a injeção letal fechando as comportas da barragem. Será uma morte lenta... Mas ao contrário da americana que estava com morte cerebral a morte da floresta, no esplendor da vida, não será acompanhada pela televisão e os protestos serão dos poucos que sabem do crime que trará perdas irreparáveis ao Brasil.
Porto Alegre, 05 de julho de 2005. Kathia Vasconcellos Monteiro e-mail: kathiavm@cpovo.net
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