Educação para o Desenvolvimento Sustentável é
questionada pela Rebea
A Rebea tentou uma aproximação com a organização do evento, de forma a obter um espaço para debater EA X EDS, assim como para dar continuidade e visibilidade aos trabalhos que a Rebea vem realizando na temática EA e empresas.
Após algumas articulações, ajudados pela interlocução de Rachel Trajber (COEA/MEC) se conseguiu a composição de uma mesa no evento que teria o representante da Unesco Brasil, o representante da DEA/ Ministério do Meio Ambiente, Rachel COEA/ Ministério de Educação e um representante da sociedade civil, Michèle Sato facilitadora da REBEA.
O representante da Unesco acabou não participando da mesa. Mas houve grande interesse do público em participar do debate, e lotamos a sala, a despeito de todas as dificuldades burocráticas para que se tivesse acesso a este espaço.
O evento fez surgir um Manifesto pela EA, redigido por Mauro Guimarães e Michèle Sato, que está recebendo assinaturas.
Para aderir, basta mandar uma mensagem para serebea@br.inter.net, escrevendo na linha do assunto MANIFESTO PELA EA e, no corpo da mensagem, informando: nome completo / identidade / estado e país / endereço eletrônico.
MANIFESTO PELA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Rio de Janeiro, 03 de junho de 2005.
Nós, Educadoras e Educadores Ambientais presentes no Congresso Ibero Americano sobre Desenvolvimento Sustentável (Sustentável 2005) no Rio de Janeiro, nos dias 31 de maio a 02 de junho, em que foi lançada oficialmente pela UNESCO na América Latina a "Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável", vimos manifestar e conclamar a adesão de outros educadores a afirmar a nossa identidade com uma discussão histórica a respeito da Educação Ambiental, de mais de 30 anos, no que se refere aos seus princípios, objetivos e diretrizes, com sentidos construídos no embate deste processo.
Desta forma manifestamos o nosso estranhamento sobre os seguintes pontos desta proposta da UNESCO:
- a substituição do atributo político "ambiental" da educação para uma orientação econômica do "desenvolvimento sustentável", num evocativo evolucionista como se Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS) fosse uma evolução natural de uma Educação Ambiental (EA) superada e ineficaz;
- a indicação funcionalista e finalista da visão de Educação quando a coloca para alguma coisa (Educação para o Desenvolvimento Sustentável), ainda mais sendo esse o desenvolvimento sustentável, conceito/noção ainda sem um sentido claro e bastante criticado por quem acredita que nessa idéia cabe a manutenção da racionalidade economicista/desenvolvimentista, um dos pilares da crise socioambiental da atualidade;
- a orientação da educação como mero instrumento da visão desenvolvimentista por um período de dez anos, quando reconhecemos que necessitamos de uma educação livre e autônoma por um processo permanente;
- o tratamento impositivo da proposta que veio a desconsiderar (e pouco consultar) toda uma tradição desta discussão na América Latina (AL), com a construção de referenciais teóricos de uma Educação Ambiental crítica, emancipatória, transformadora, herdeira de uma discussão anterior e contemporânea extremamente forte na AL sobre Educação Popular. Também como reflexo deste tratamento à marcação de uma década, referência temporal da sociedade moderna ocidentalizada, desconsiderando as referências temporais de outras culturas, como as orientais, mulçumanas, judaica, indígenas, entre outras.
Sendo assim, assinam esse manifesto educadores ambientais que desejam afirmar sua identidade com a Educação Ambiental.
Nome completo / Identidade / Estado e país / endereço eletrônico.
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Rede Brasileira de Educação Ambiental - Rebea
Associação Ecológica Ecomarapendi
Rua Paissandu, 362 - Laranjeiras
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Telefax: (21) 2552-5996
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