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“Enquanto a degradação ambiental acontece em escala industrial, a nossa luta é artesanal”, disse o representante do Centro de Estudos Ambientais (CEA), Antonio Soller. Uma das dificuldades apontadas é a captação de recursos para a sustentabilidade das organizações e a comunicação interna entre as entidades, como forma de fortalecer o movimento. Outro ponto importante foi a questão da institucionalização do discurso ecológico, já assumido pelas próprias empresas degradadoras do meio-ambiente, fazendo com que a sociedade, mesmo que de forma subliminar, acredite que os defensores do meio-ambiente são “ecochatos”. Como atuar nessa conjuntura onde o movimento enfraquecido pela sua desorganização enfrenta uma frente de combate organizado junto a essas empresas? Foi aprovada proposição para que haja rediscussão sobre o papel da entidade representativa dos ambientalistas gaúchos, os conceitos e diretrizes que devem nortear e comandar as ONGs, no sentido de fortalecer a luta ambiental. As entidades colocaram como positivo as conquistas pontuais de cada organização, mas fizeram um apelo pela busca do coletivo, enquanto maneira de revitalizar o movimento. Durante a manhã do dia 18, houve a apresentação de um painel sobre Mudanças Climáticas e suas implicações nas questões ambientais locais. Também foi tirada uma moção de apoio ao secretário municipal do meio ambiente de Porto Alegre, Beto Moesch, que recentemente foi espancado por índios no Morro do Osso, uma Unidade de Conservação municipal da Capital gaúcha. Foi marcado um encontro temático para 16 de julho, na sede do Núcleo de Amigos da Terra/Brasil, com o objetivo de se debater a participação das ONGs em colegiados. Na ocasião, serão definidos a data e o local para o próximo Encontro Estadual de Entidades Ambientalistas, realizados desde 1984.
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