Ministra do Meio Ambiente quer difundir “modelo brasileiro” de repartição de benefícios
A Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu na abertura da COP-8, segunda-feira, que o Brasil lidere a discussão sobre o acesso e a repartição, com comunidades locais e tradicionais, de benefícios advindos do uso da diversidade biológica. O tema deve ser um dos principais, e atrair muita polêmica, da 8ª Conferência da Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP8), que reúne até o dia 31 delegações de 173 países, em Pinhais, na Grande Curitiba.
“É o que eu chamo de liderar pelo exemplo. Temos uma agenda à altura do desafio da implementação da Convenção e o mais importante é que ela contempla todas as questões referentes aos atuais desafios nos seus objetivos principais, que são o de proteger a biodiversidade, promover o seu uso sustentável e ao mesmo tempo gerar benefícios para as populações”, afirmou.
No Brasil existem, segundo a ministra, inúmeras empresas que trabalham com o uso dos conhecimentos tradicionais de forma justa e eqüitativa. “E também aquelas que fazem uso da biodiversidade e já começam a produzir benefícios. E isso gera um círculo virtuoso, onde o uso sustentável leva aos benefícios, que levam a uma valorização da biodiversidade contribuindo para a sua conservação”, explicou.
A Ministra acredita que o grande desafio da COP8 será o de “fazer a ponte entre a necessidade do desenvolvimento e a necessidade da proteção ambiental. O espírito com o qual nós participamos desta COP8 é o de garantir os reais interesses das gerações presentes e os legítimos direitos das gerações futuras”, disse Marina.
Fonte: Assessoria de Imprensa COP8/MOP3
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